JORNALISTA JORGE CASTRO

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REPORTAGENS

PAÍSES MAIS DESENVOLVIDOS NÃO SÃO OS MAIS EMPREENDEDORES

    

     O G-20, criado em 1999 com o objetivo de discutir e promover soluções relacionadas à economia mundial, surgiu diante das sucessivas crises econômicas que ocorreram ao longo da década de 90. Ele reúne os 19 países que representam cerca de 80% do comércio mundial e 90% do PIB mundial, representando 2/3 da população mundial e a União Européia, representada pela presidência rotativa de seu Conselho e pelo Banco Central Europeu. É um fórum de discussões entre os países industrializados (mais ricos do mundo) e emergentes (subdesenvolvidos). Os países que formam o G-20 são responsáveis por mais de 80% da economia mundial.

Abaixo, os 13 primeiros lugares da pesquisa GEM 2008:

BOLÍVIA-29,8% EQUADOR-17,2% EGITO-13,1%
PERU-25,6%% ARGENTINA-16,5% MÉXICO-13,1%
COLÔMBIA-24,5% JAMAICA-15,6% BRASIL-12%
ANGOLA-22,7% MACEDÔNIA-14,5%
REPÚBLICA DOMINICANA-20,4% CHILE-13,1%

Abaixo, o quadro representativo do G-20 e os percentuais da TEA:

ÁFRICA DO SUL-7,8% BRASIL-12% FRANÇA-5,6% MÉXICO-13,1%
ALEMANHA-3,8% CHINA-0,0% ÍNDIA-11,5% REINO-UNIDO-5,9%
ARÁBIA SAUDITA-0,0% CANADÁ-0,0% INDONÉSIA-0,0% RÚSSIA-1,7%
ARGENTINA-16,5% COREIA DO SUL-10% ITÁLIA-4,6% TURQUIA-6,0%
AUSTRÁLIA-0,0% E.U.A-10,8% JAPÃO-5,4% UNIÃO EUROPÉIA

Abaixo, a representação dos últimos 5 lugares da pesquisa GEM 2008:

DINAMARCA-4,04% ROMÊNIA-3,98% ALEMANHA-3,77% RÚSSIA-3,49% BÉLGICA-2,85%

     Analisando os quadros anteriores, percebe-se que a taxa de empreendedores no mundo não é proporcional ao índice dos países mais desenvolvidos. Das 13 economias, 10 são latinas, 2 africanas e apenas 1 européia, todas em desenvolvimento e emergentes.

     À medida que há avanços no espaço e no tempo, forma-se o paradigma do avanço tecnológico. A produção flexível, quebra das empresas entre a parte pensadora, localizada nos países desenvolvidos, e criativa, espalhadas nos países subdesenvolvidos, reduz as fronteiras e origina o aumento do número de pequenas e médias empresas nos países emergentes. Assim como, a industrialização de pequenos países periféricos e semiperifericos. Esta evolução do capitalismo favorece a ampliação do empreendedorismo. Aliados a esta expansão, ainda estão o alto nível de desemprego desses países, onde a sociedade precisa utilizar de meios alternativos e criativos para sobreviver e o amplo mercado consumidor interno desejável de inovações.    

     Nos países desenvolvidos, a estabilidade econômica, os incentivos socias dos governos e o alto índice de desenvolvimento humano, além dos altos investimentos do governo em ciência, tecnologia e produção industrial são responsáveis pela acomodação dos indivíduos pois, não necessitam exercer a criatividade, característica básica do empreendedorismo. Possuem o privilégio dos aparatos técno-cientificos e do poder decisório, vertentes do mercado de trabalho que absorvem a mão de obra disponível nesses países com grande grau de especialização.

     No Brasil, vivencia-se a agregação de valores a produtos primários. A economia estável e o exercício de um governo política democrático beneficiam a instalação de filiais transnacionais que terceirizam seus serviços. Esta terceirização é fundamental para o avanço das pequenas e médias empresas, e consequentemente, para o aumento do empreendedorismo no país.

     Diante das pesquisas apresentadas, é evidente que de um lado nós temos países com alto grau de industrialização, acúmulo de capital, técnicas inovadoras e sociedades altamente qualificadas exercendo funções gerenciais. Do outro lado, vimos países não industrializados ou em fase de industrialização, com uma grande densidade demográfica, ou seja, com um grande numero de pessoas que necessitam adentrar o mercado de trabalho que não suporta esta demanda, carente de investimentos em pequenas e médias empresas, alavancadoras da economia e com um grande mercado interno consumidor de produtos e serviços.

Jorge Castro

 

FUNDAÇÃO LEÃO XIII DESENVOLVE

PROJETOS DE REINTEGRAÇÃO SOCIAL

     A Fundação forma e reúne semanalmente grupos de convivência da terceira idade. Cada grupo é formado por, no máximo, 100 pessoas com mais de 60 anos. Estes grupos têm como principal objetivo a recuperação da autoestima de cada um, pois, muitos dos idosos têm que enfrentar, não só a ociosidade, como também, o desinteresse da família por eles. Por mês, aproximadamente, 1.100 idosos participam dos grupos de convivência nos centros sociais da Fundação. Ainda na faixa da terceira idade, há iniciativas pioneiras, tais como, a criação das vilas residenciais em Nova Sepetiba e Itaboraí, a república dos idosos em Campo Grande, e, as oficinas de integração, nas quais, os mais velhos participam das mesmas atividades que os mais jovens.

     Atualmente, cinco das suas unidades subordinadas à Diretoria de Assistência Especializada abrigam cerca de 600 pessoas que passaram por situações de extrema vulnerabilidade física, mental e social. Muitos destes indivíduos são idosos, doentes, portadores de deficiência e possuem um longo histórico nas ruas e asilos em consequência da falta de apoio das famílias. Nestes centros, os usuários recebem abrigo, alimentação, cuidados referentes à saúde e participam das atividades de cunho sócio-educativo, com o objetivo de resgatar a autoestima e reaproximá-lo tanto da família quanto da comunidade.

     As reintegrações dos indivíduos à sociedade, além de favorecer a redução da criminalidade e do preconceito, contribuem com a diminuição da responsabilidade das camadas sociais mais altas. Entretanto, a sociedade não pode deixar de observar que alguns fatores interferem na eficiência dos trabalhos desenvolvidos pela fundação. Os funcionários de carreira são em numero insuficiente e o investimento do governo estadual é quase nulo. Aliados a estas dificuldades estão o preconceito em contratar pessoas que residam nos grandes centros de pobreza ou comunidades, a carência de parcerias com empresas privadas e a falta de um amplo trabalho de divulgação dos projetos da fundação na mídia, o que certamente, ajudaria na minimização dos obstáculos para atender estes indivíduos de forma rápida e eficiente, de acordo com funcionários da Fundação que não quiseram se identificar com medo de retaliações.

Jorge Castro

 

ACADEMIAS DE GINÁSTICA-SEBRAE E BNDES OFERECEM OPRTUNIDADES DE INVESTIMENTOS

     A aproximação da Copa de 2012 e a realização das Olimpíadas em 2014 aumentaram o interesse pelos eventos e práticas esportivas no mundo agitado de hoje em que cada segundo é precioso. O aumento da expectativa de vida aliado às eternas preocupações com beleza e saúde fazem com que a população busque uma qualidade de vida melhor, praticando esportes e ginásticas em locais que possibilitem a realização de vários compromissos em um mesmo local. Assim, os clientes aumentam a produtividade do dia e reduzem o tempo gasto com o estresse dos congestionamentos e filas de espera em outros locais. Além disso, a realização dos Jogos Pan-americanos de 2007 deixou um grande legado sedento de ações incentivadoras e inovadoras que facilitem o seu dia a dia. A praticidade, cada vez mais desejada nos dias atuais, em consequência do acúmulo de tarefas a serem realizadas nos diversos estabelecimentos distantes uns dos outros é uma realidade dos grandes centros urbanos.

    

      A estabilização da economia brasileira facilita a constituição de novos empreendimentos. Duas instituições de credibilidade inabalável fornecem oportunidades únicas para quem pretende ser dono do seu próprio negócio. O BNDES possui um cartão próprio para promover crédito rotativo de até R$ 500 mil às pequenas e médias empresas que desejam realizar investimentos produtivos e o SEBRAE, com o objetivo de gerar empregos e renda, facilita o acesso aos serviços financeiros e orienta como criar uma estrutura de negócios adequada à satisfação do cliente. Depois de uma consulta ao SEBRAE, para saber como iniciar e administrar o seu empreendimento, o cliente pode solicitar o Cartão BNDES pela internet. Seu pedido será analisado pelo banco que definirá seu limite.

Jorge Castro

       

 

ENTREVISTA CONCEDIDA POR HONORINA SILVA DE ALMEIDA, VENDEDORA DE COSMÉTICOS, CONTRÁRIA A LEGALIZAÇÃO DA MACONHA

Jornalista: – O que é maconha?

Honorina S. de Almeida:  -É uma droga que não é tão pesada como a cocaína e tão leve como o cigarro e o álcool. É prejudicial à saúde, envelhece e faz as pessoas mudarem seus comportamentos. 

-Alguém já lhe ofereceu?

-Não. Mas já ofereceram para minha filha quando ela fazia o 1º grau. Ela me contou e eu fui à escola falar com a diretora. O rapaz e os seus pais foram chamados e logo depois, ele foi expulso por mau comportamento.

Porque a senhora é contra a liberação da maconha?

-Este é o mal da humanidade. As pessoas se drogam e depois não sabem o que fazem. Ficam completamente fora de si, debilitadas mentalmente, incapazes de trabalhar e manter uma família.

-O uso da maconha pode ocasionar mudanças de comportamento no usuário?

-Sim. Você se lembra daquele caso, lá no sul? O neto que matou a avó, só porque ela se recusou a lhe dar dinheiro para comprar a droga. Isto é justo? Você cria um rapaz para, vinte anos depois, ele te bater, te enfiar uma faca. Não se pode liberar nenhum tipo de droga. Muito pelo contrário, tem que aumentar a proibição, inclusive para o cigarro e as bebidas alcoólicas. Eles misturam a maconha com a bebida. Você já viu a quantidade de acidentes que ocorrem?

Alguém da sua família faz uso de maconha?

-Sim. Tenho um sobrinho que fugiu de casa para poder usar a droga. Hoje, ele mora dentro do lixão de Caxias. Se você ver, da pena. Está magro como um palito, as costelas chegam a aparecer. Ele vive como um mendigo, sujo e fedido.

-O que a família fez quando soube?

-Rezei muito e mandei chamá-lo para convencê-lo  a  se  internar,  mas  o desejo 

pela maconha foi maior e ele voltou para o lixão. A mãe dele foi roubada várias vezes. Teve um dia que se ela não chegasse a tempo, ficaria sem a televisão.  

Isso foi a gota d’água para ele ser expulso de casa. Fui até o lixão e quando ele me viu, de longe, correu na direção contrária. 

-O usuário de maconha tem condições de dar uma boa educação aos seus filhos?

-Claro que não, é impossível. Que exemplo esta pessoa vai dar? Com que moral ela vai cobrar as notas da escola, o respeito aos idosos, o horário do trabalho. Estas pessoas ficam perdidas. Não conseguem se concentrar em nada, só pensam em arrumar dinheiro para sustentar o seu vício.

-Se existe traficante de drogas é porque existe quem consome. Quem consome maconha?

-Com toda certeza, os ricos. Quem tem dinheiro usa muito mais do que quem não tem. Os pobres são induzidos a conhecer e por falta de orientação acabam se viciando. A garotada da zona-sul fica livre, faz o que quer. Seus pais não sabem com quem eles andam e nem onde estão. O pobre é bucha. Ele entra de gaiato quando alguém oferece a droga. As bocas de fumo estão dentro das comunidades, o que não significa que quem mora lá, faz uso das drogas. Estou cansada de ver os carros importados e as pessoas muito bem vestidas entrando na favela. O que eles vão fazer lá? Visitar algum parente? Fracamente, dizem que a justiça é cega, mas acho que a polícia deve ser a sua irmã mais velha, deve estar com catarata, pois não enxerga nada.

-Existe recuperação para quem deseja parar de fumar?

-É claro! Querer é poder. O usuário tem que ter força de vontade, o apoio da família e dos verdadeiros amigos. Dependendo do estado da pessoa, ela não precisa nem ser internada. Conheço algumas que foram tratadas em casa com muita atenção e carinho.

 -O usuário de maconha pode chegar a matar para sustentar o seu vício?

-Sim. Tudo é possível quando se está fora de controle. A maconha é uma droga como outra qualquer. Às vezes, ouço nos meios de comunicação que ela é menos prejudicial à saúde do que as outras. Não concordo com isso. É só ler o jornal. 

-Recentemente, em São Paulo, uma mãe matou, à facadas, o seu próprio filho que estava sobre o efeito da maconha. Ele a atacou e tentou roubá-la para comprar mais drogas. O que…

-Pode parar, pode parar!. Ela está erradíssima. Ninguém tem o direito de tirar a vida de alguém. Ainda mais, uma mãe que sentiu a dor do parto. Ele saiu de dentro dela. Ela não podia ter feito isto, é contra os princípios de Deus.

 -O que a senhora faria no lugar dela?

-Daria o dinheiro na hora. Depois, quando ele estivesse no seu estado normal, tentaria convencê-lo a se internar, procurar ajuda.

-A senhora usou a palavra “tentaria”. Por quê?

Não podemos obrigar alguém, a fazer o que não quer. A pessoa tem que querer. A vontade de se tratar e o desejo de se libertar têm que vir do usuário. Caso contrário, o esforço será em vão.

-Na sua adolescência, seus pais conversavam sobre este assunto?

Não podíamos nem pensar em falar sobre maconha. Ouviasse um caso aqui, outro ali, mas na maioria das vezes, era só um comentário maldoso das vizinhas que não tinham nada pra fazer e ficavam tomando conta dos filhos dos outros. Nossa educação era muito diferente da de hoje.

-A senhora conversa abertamente com seus filhos sobre a maconha?

– Sempre conversei com eles apesar de nunca terem me perguntado diretamente. Avisava sobre o que poderia acontecer se eles fumassem. Além disso, eles eram vigiados sem saber. Eu os mandava à escola e depois ia atrás, escondida, para ver o que eles estavam fazendo. Quando chegavam em casa, eu abria suas mochilas 

e colocava tudo na mesa. Graças a Deus, nunca peguei nada. Se os pais de hoje fizessem isso, as coisas não estariam desse jeito. Parece que eles têm medo de encontrar o que não querem.

-Se os seus netos fizerem uso da maconha e a senhora descobrir antes dos pais deles, qual será a sua atitude?

-Primeiro, vou ficar muito triste. Iria me perguntar onde foi que erramos. Conversaria com eles para saber como isso começou. Depois, chamaria os seus pais e explicaria a situação, exigindo uma atitude rápida. Se fosse preciso, mudaria para casa deles para ajudar a controlá-los.

-Na Holanda, há uma tolerância com os usuários de drogas. O consumo é permitido em áreas restritas e no caso das drogas injetáveis, as seringas são doadas pelo governo. Isso poderia ser feito no Brasil?

-De jeito nenhum. Não se pode ser tolerante com um mal que acaba com as famílias e mata as pessoas. Além disso, se acontecesse isso aqui, os traficantes iriam ficar loucos e iniciariam uma matança. E também tem o seguinte: e a polícia como iria viver?

-O Brasil está preparado para liberar a maconha?

-Não. A justiça não funciona e a polícia é corrupta. Daria muita confusão, todo mundo iria fumar em qualquer lugar. A violência aumentaria. Quem não fuma vai se sentir ofendido.

-A violência das grandes cidades está relacionada com a venda da maconha?

-Com toda certeza. Esta violência é causada tanto pelos drogados como pelos traficantes que não admitem perder o cliente. Acredito que o dinheiro obtido com este comércio é investido em armas para a prática de grandes assaltos com a participação da polícia, de juízes e políticos.

-A polícia cumpre o seu papel?

-Não. Ela é totalmente comprometida com os traficantes, eu vejo. Esta é a forma deles aumentarem a sua renda.

-O governo federal cumpre o seu papel de reprimir?

-Não. Adoro o presidente (Lula), mas ele procura atuar em outras áreas como educação e saúde, por exemplo.

-Mas investir nestas áreas não é uma forma de combate?

Também. Mas a polícia federal tinha que ter mais ação e o exército poderia ajudar no combate. Nós não temos guerra, o que essa gente toda fica fazendo?

-O governo estadual faz a sua parte?

-Sou fã de carteirinha do governador (Sérgio Cabral). Ele é atuante. Troca o secretário de polícia, troca o delegado, manda prender o policial corrupto, age nas comunidades, enfim, faz o que tem que ser feito. Mas nós sabemos que é tudo muito difícil. As coisas não mudam de uma hora para outra. Agora apareceram as milícias, mais um problema para ser resolvido.

-A prefeitura colabora?

-Também gosto do prefeito (Eduardo Paes) e vejo o seu interesse pela cidade. Só não votei no Fernando Gabeira porque disseram que ele iria legalizar as drogas. A guarda municipal poderia atuar nessa área se pudesse se armar. Combater traficante sem armas é a mesma coisa que pedir para morrer.

-Os meios de comunicação influenciam nesta questão?

-A televisão tem um papel muito importante na educação dos jovens. Tanto os noticiários, como as novelas e os filmes ajudam a mostrar a realidade. Principalmente, o que acontece com os traficantes.

-Qual deve ser a pena para os traficantes?

-A pena de morte. Neste caso, eu abro uma exceção. Todos deveriam ser executados, sem piedade.  

Eles não têm amor a ninguém, só pensam em corromper os menores da comunidade para servir de avião. São desumanos. Não entendo como existem mães que convivem e apóiam estas atitudes. Às vezes, quando aparece uma reportagem, onde o traficante morre, fico boquiaberta com a atitude dessas mulheres com os policiais.

-Se pudesse estar frente a frente com um traficante de maconha, o que diria para ele?

– Eu perguntaria se ele faz uso do que ele vende. Ele deveria experimentar. Fazer o controle de qualidade, entende? Tenho certeza que mudariam de profissão. Eu gostaria que ele provasse do próprio veneno. Também gostaria de saber se os seus filhos e netos fumam. Provavelmente, não. 

-Qual é a sua mensagem final sobre o uso da maconha?

-É vergonhoso e triste saber que um filho está fazendo alguma coisa errada. Para as mães, eu peço que fiquem sempre em alerta. Revistem bolsos, bolsas e tudo mais que puderem. Saibam onde seus filhos estão. Quando pedirem para dormir na casa de algum amigo, procurem saber quem é e se os seus pais são pessoas direitas, trabalhadoras e se têm envolvimento com drogas. Para as autoridades, que diminuam a idade penal para 16 anos, combatam o plantio da maconha e controlem a entrada de outras drogas no país. Só existe usuário e traficante porque existe o produto para ser comercializado. Para quem usa maconha eu peço que pensem em suas mães. Elas podem fingir que aceitam, mas, lá no fundo do coração, elas estão tristes e decepcionadas. Nenhuma mãe quer isso para o seu filho. Quem disser ao contrário, está mentindo. Falem a verdade para ela. É melhor uma verdade maldita do que uma mentira bendita. Gastem sua energia com passeios, leituras, viagens, estudando e namorando. A vida é bonita e nós podemos ser felizes sem o uso de estimulantes.

Jorge Castro

 

 

ENTREVISTA CONCEDIDA POR ANA TRAVALLONI, ENGENHEIRA QUÍMICA, A FAVOR DA LEGALIZAÇÃO DA MACONHA

Jornalista: – O que é maconha?

Ana M. Travalloni: – É uma erva alucinógena que as pessoas usam para sentir sensações.

-Alguém já lhe ofereceu?

-Sim, por diversas vezes. Na faculdade, tive um amigo que sempre me oferecia. Mas, talvez pela minha criação, nunca senti necessidade de experimentar. Lembrei-me de uma situação engraçadíssima. Uma determinada secretária ganhou do seu chefe uma plantinha. Todos os dias ela a regava com muito carinho. Até o dia que ela descobriu que era um pé de maconha.

Porque a senhora é a favor da liberação da maconha?

-A liberação evita o comércio clandestino,  o que presenciamos hoje, e reduz a violência urbana. Sem falar no dito popular de que “tudo que é proibido é mais atraente”. Se as pessoas pudessem plantar em casa, os traficantes sumiriam.

-O uso da maconha pode ocasionar mudanças de comportamento no usuário?

Não acredito. Elas podem ter um histórico de vida conturbado que faz com que o seu comportamento seja atribuído ao uso da maconha.

Alguém da sua família faz uso de maconha?

Sim, alguns parentes diretos. São pessoas adultas que trabalham e tem essa opção. São conscientes do que fazem, não incomodam ninguém e levam uma vida tranquila como qualquer outro cidadão.

-O que a família fez quando soube?

(risos) – Nada. O que é que se vai fazer quando as pessoas são donas do seu nariz? Elas trabalham, sustentam seus vícios e gostam do que fazem. Existe o livre arbítrio e temos que respeitar as opções dos outros. Não foi configurado um problema. Qualquer tentativa de aconselhamento poderia parecer uma 

intromissão na vida particular. Eu gostaria de conversar com eles sobre o assunto, mas a oportunidade apropriada ainda não apareceu.

-O usuário de maconha tem condições de dar uma boa educação aos seus filhos?

-Perfeitamente. Inclusive sob este aspecto, os pais podem dar detalhes que quem não é usuário não poderia. A vida é conduzida da mesma maneira. Os princípios éticos e morais são transmitidos da mesma forma. Eles não são traficantes, são usuários.

-Se existe traficante de drogas é porque existe quem consome. Quem consome maconha?

-Sem sombra de dúvidas, a classe mais abastada da sociedade. Quem tem dinheiro pode comprar com mais facilidade e em maior quantidade. O consumo maior está na chamada elite do mundo inteiro. Existe muita gente famosa e com dinheiro, que se utiliza, não só da maconha como também de drogas mais pesadas. Acontece que a mídia não divulga. É muito mais fácil expor as pessoas que não tem dinheiro. Dá menos trabalho. Neste jogo, existem muitas pessoas importantes de todos os níveis da sociedade. Se elas começassem a aparecer na mídia, a exposição não seria muito agradável, obrigando-as a diminuir a procura pelas drogas, o que não seria muito rentável para determinados grupos que comercializam ou fazem o atravessamento nas grandes festas e eventos.

-Existe recuperação para quem deseja parar de fumar?

Existe, basta a pessoa querer. O que não é o caso de quem faz o uso consciente.

-O usuário de maconha pode chegar a matar para sustentar o seu vício?

Não creio nisso. Como já disse anteriormente, o que pode acontecer é a manifestação de algum problema psíquico que coincida com o momento do uso ou da necessidade de usar. Os estudos comprovam que a maconha é uma droga 

muito leve. Os efeitos causados não interferem na personalidade do indivíduo.

-Recentemente, em São Paulo, uma mãe matou, à facadas, o seu próprio filho que estava sobre o efeito da maconha. Ele a atacou e tentou roubá-la para comprar mais drogas. O que a senhora pensa sobre este e fato?

-Não posso fazer uma análise aprofundada por não ter conhecimento do que realmente aconteceu e como aconteceu. Além disso, não sou uma especialista na área de comportamento. Mas, penso que não foi a recusa da avó que o levou a cometer o ato. Ele já deveria ter um histórico problemático. Talvez algum distúrbio que antecedesse ao início do uso da maconha.

-O que a senhora faria no lugar dela?

É muito difícil responder. Você tem que estar dentro do problema, viver a situação. Qualquer análise que faça, estarei sendo imprudente.

-A senhora “tentaria” contornar a situação com o diálogo?

Talvez. Como já disse, só vivendo o momento é que se pode dizer qual a reação. O que posso afirmar é que matar não é a solução.

-Na sua adolescência, seus pais conversavam sobre este assunto?

-Não. Era um tabu conversar sobre este assunto. Os pais tinham medo e os filhos ficavam sabendo sobre as drogas na rua, Mais propriamente nas faculdades. Aliás, o que não é muito diferente de hoje. Aonde você encontra um grande número de usuários? Nas faculdades.

-A senhora conversa abertamente com seus filhos sobre a maconha?

-Sim procuro orientá-los sobre todas as drogas. Todos os assuntos são discutidos abertamente em minha casa. O conhecimento é a fonte da opção. Temos que estar preparados e preparar nossos filhos para o mundo.

-Se os seus netos fizerem uso da maconha e a senhora descobrir antes dos pais deles, qual será a sua atitude?

-O dialogo. Buscar na raiz o início do problema. O que motivou esta ação e revertê-la por dois motivos: primeiro por que poderia ser uma abertura para o uso de drogas mais pesadas e segundo pelo aspecto social de ser um coresponsável pela violência.

-Na Holanda, há uma tolerância com os usuários de drogas. O consumo é permitido em áreas restritas e no caso das drogas injetáveis, as seringas são doadas pelo governo. Isso poderia ser feito no Brasil?

-Com certeza, daria certo. A maconha é o que menos causa danos. O controle facilitaria a aplicação de melhorias para os usuários mais necessitados. O estado teria dados suficientes para elaborar planos de saúde preventivos. Hoje, ninguém sabe quantos pertencem a estes grupos.

-O Brasil está preparado para liberar a maconha?

 -Desde que o Estado determinasse os critérios e parâmetros de uso e comercialização que poderia ser feita por instituições credenciadas. Hoje, a metade da população que possui nível de vida elevado, consome a maconha enquanto a outra metade, paga com a péssima qualidade de vida imposta pela falta de recursos nas comunidades em virtude do domínio do tráfico que não permite a presença do Estado.

-A violência das grandes cidades está relacionada com a venda da maconha?

-Também. Na verdade, ela é uma consequência das disputas pelos pontos de venda e busca do aumento da clientela, além, é claro, de financiar o armamento e a corrupção nos níveis de governo.

-A polícia cumpre o seu papel?

-Não. Ela pensa que cumpre com das incursões nos morros. O combate às drogas tem que ser feito com o trabalho de inteligência. Quando ela tem interesse, ela age como tem que agir.

-O governo federal cumpre o seu papel de reprimir?

-Não. As suas ações, além de não serem suficientes, são na maioria das vezes truculentas, impactando a população mais pobre, já que a infraestrutura do tráfico é alocada nas comunidades carentes para facilitar o acesso dos usuários. Há uma incoerência na aplicação das ações dos níveis de governo, percebe-se que alguns interesses individuais sobrepõem-se aos da sociedade. 

-A senhora percebe algum investimento nas áreas de saúde e educação que podem refletir no combate as drogas?

-Não percebo nada. Está tudo como sempre foi.

-O governo estadual faz a sua parte?

São anos e anos com o mesmo discurso com relação às drogas. Ele também atua de forma truculenta e, com certeza, devem existir segmentos que se favorecem com a situação atual. Eles costumam dizer que faltam recursos. Ora, isso não é justificativa.  Eles aparecem quando se tem vontade política.

– A prefeitura colabora?

-Ela deveria atuar com um trabalho educativo de conscientização. Volto a repetir, os recursos existem é só ter vontade política.

.-Os meios de comunicação influenciam nesta questão?

-O usuário é coresponsável pela propagação da violência. A mídia deveria exercer um papel contínuo de conscientização, uma vez que a grande maioria dos usuários são pessoas intelectualmente esclarecidas e de nível socioeconômico elevado. Este seria um dos temas que abordaria na conversa com os meus parentes que fazem uso da maconha.

-Qual deve ser a pena para os traficantes?

-A mais rigorosa possível. Talvez, aplicar uma pena social. Colocá-los numa ilha deserta para trabalhar, tendo a certeza de que eles não causariam mais nenhum dano à sociedade.

-Se pudesse estar frente a frente com um traficante de maconha, o que diria para ele?

-Nada. Não tem o que falar. Eles são o que há de pior em uma sociedade. São pessoas que vivem à margem de tudo e se alimentam dos transtornos e fraquezas alheias. Eles são irrecuperáveis, danosos.

-Qual é a sua mensagem final sobre o uso da maconha?

-A humanidade evoluiu muito desde a pré-história com a conquista de conhecimentos que nos transformaram. Mas, em muitos aspectos, ainda convivemos com as barbáries que sempre afligiram o mundo. As matanças, as guerras, a fome e ainda, o acréscimo de elementos novos, tais como o tráfico e o consumo de drogas são conjunturas muito presentes nos dias de hoje.  E não é a religião ou a crença num Deus supremo que vai fazer do homem, um ser melhor, pois, se fosse isso, na Idade Média não havia ocorrido as atrocidades que todos conhecem. O ser humano, mesmo o mais humilde, quer evoluir, quer ser melhor. Entretanto, ele carrega no seu interior, um sentimento ruim que tem que ser controlado para o seu próprio bem e dos outros. Recomendo, sempre, a utilização do dialogo na busca de soluções. Nunca empregar a força ou a violência como formas de se conseguir um objetivo e, principalmente, acreditar no ser humano, ele é a base de tudo.

Jorge Castro

 

 

 

 

FUMAR FAZ MAL À SAÚDE E AO BOLSO

MULTAS PARA DONOS DE ESTABELECIMENTO ONDE CLIENTE FOR PEGO FUMANDO

         Estudos realizados, em 2009, pelo Instituto Nacional do Câncer, o INCA, revelam que o tabagismo é responsável por doenças que vão desde enfisemas e bronquite, até o infarto e angina, e principalmente, o câncer de pulmão, a principal morte por doença no Brasil. No Rio de Janeiro, o governador Sérgio Cabral (PMDB), sancionou a lei [2.325/09] que proíbe o consumo de cigarros, charutos e derivados em ambientes coletivos públicos ou privados. As multas aplicadas poderão variar de R$ 3 mil a R$ 30 mil e os proprietários dos estabelecimentos serão punidos pelo descumprimento da lei.

TRATAMENTO ALTERNATIVO PARA PARAR DE FUMAR

           Segundo o professor e fisioterapeuta, André Loyola, do Instituto Brasileiro de Ações Sociais, o IBAS, 300 fumantes com problemas crônicos são atendidos por mês, para tratamento aurículoterapeuta, técnica de aplicações de agulhas nas orelhas, proveniente da acupuntura, arte medicinal tradicional chinesa. Segundo Loyola, a incidência dos que procuram o tratamento é dividida, proporcionalmente, entre homens e mulheres, de 35 a 65 anos que começam a se preocupar com as alterações de cor e ressecamento da pele ocasionados pelo consumo excessivo de tabacos.

FUMAR OU NÃO FUMAR, EIS A QUESTÃO

          O vendedor Edilson de Souza, de 46 anos explica porque está na lista dos que deixaram o vício por conta própria: “Eu fumava havia 10 anos, um dia brincando com meu filho, ele me disse que queria ser igual a mim e pegou uma guimba de cigarro no chão e começou a fingir que fumava. Foi o meu ponto de partida que aliado ao cansaço diário e a publicidade contra o fumo, veiculada na mídia, me despertou o desejo de parar. Hoje, me sinto melhor fisicamente. Minha respiração é normal e tenho mais entusiasmo para o meu futebol”, relata o vendedor que confia no sucesso da nova lei.

         Por outro lado, algumas pessoas insistem em continuar no vício por gostarem e não acreditarem nos malefícios do fumo. É o caso da corretora de seguros, Roberta Oliveira, de 27 anos, que fala em tom de humor: “Fumo um maço de cigarros por dia porque gosto e me sinto bem. Na vida, tudo que é feito em excesso é prejudicial, até beijar. Já imaginaram passar um dia inteiro beijando? Os lábios se transformariam em dois blocos de concreto. O que é mais interessante é que o governo que combate o tabagismo é o mesmo que permite a fabricação e comercialização do fumo no Brasil”.

 Jorge Castro

 

 

 

ÁGUA PODE ACABAR DAQUI A 50 ANOS

GOVERNOS E CIDADÃOS REAPROVEITAM ÁGUA E COMBATEM O DESPERDÍCIO

     De acordo com o relatório anual da Organização Mundial de Saúde, OMS, as mudanças climáticas acentuadas e constantes, causadas pelo excesso de poluição, o crescimento urbano desorganizado das grandes cidades e o aumento da produção de lixo são os responsáveis pela contaminação dos lençóis e fontes de água doce. Cerca de 50% da população mundial é exposta a fontes de águas poluídas. Por ano, mais de cinco milhões de pessoas são contaminadas por verminoses e infecções ocasionadas pelo contato ou ingestão dessas águas. A OMS ainda revela que em 50 anos metade da população mundial sofrerá com a crise da água, podendo chegar a eventuais guerras de fronteiras, e a outra metade utilizará águas contaminadas pelo homem.

PAÍSES REAPROVEITAM ÁGUAS DO MAR E DO ESGOTO

     Muitos países do oriente médio e da Ásia descobriram que a solução disponível para o problema da carência de água doce é a dessalinização da água do mar ou salobra. A Arábia Saudita possui a maior planta de dessalinização do mundo, tratando cerca de 5.253.200m³ de água do mar, seguida pelos Emirados Árabes, com o tratamento de 2.164.500m³ e o Kuwait com o de 1.538.400 m³. Povos como os da China e de Israel, países que sofrem com a escassez de água, aprenderam a utilizá-la com responsabilidade e buscaram soluções nas águas que são descartadas por não apresentarem, aparentemente, nenhuma utilidade. As águas de esgoto e do mar sofrem processos biológicos e químicos que favorecem o seu reaproveitamento na irrigação e higiene pessoal.

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ou explorar

necessitamos da matéria-

prima fundamental no

mundo, a água”

 

ÁGUA É MATERIA- PRIMA FUNDAMENTAL NO MUNDO

      A engenheira florestal Danielle Godoy que presta serviços de consultoria no Rio de Janeiro e participa do projeto da Petrobras de tratamento da água produzida para irrigação de plantas ornamentais e oleaginosas no nordeste, adotou, entre seus amigos e familiares, os lemas, ‘Usar sem abusar’ e ‘Aproveitar sem desperdício’ como estratégias de convivência com o próximo. Danielle Godoy complementa ainda que: ‘todo sistema produtivo na face da terra usa a água como recurso primário. É uma realidade que não pode ou deve ser esquecida, para o bem do futuro da humanidade. Se você for montar uma pizza, por exemplo, o ato é muito simples. Mas, se antes de montá-la, separarmos os ingredientes de um lado, a forma de outro, e levarmos em consideração que utilizaremos o gás de cozinha, o fogão e todos os utensílios domésticos necessários, notaremos que estes produtos não existem prontos na natureza. Eles são, respectivamente, plantados, irrigados, fabricados e explorados com o uso da tecnologia, que utiliza a água em algum momento da sua cadeia de produção’. A engenheira finaliza, explicando que: ‘para plantar, fabricar ou explorar necessitamos da matéria prima fundamental no mundo, a água’.

 DONA DE CASA FISCALIZA ÁGUA DOS VIZINHOS

     A dona de casa América Nunes, ou a “Brabinha” como é mais conhecida, nunca se preocupou em economizar água, mas desde que começou a assistir às reportagens na televisão sobre a necessidade de reduzir o seu consumo, não só tomou suas providências, como também, iniciou uma campanha no bairro onde mora pela instalação de hidrômetros e revisão dos encanamentos. “Meu objetivo foi alcançado. Todos, sem exceção, aderiram a minha intimação”, brinca a dona de casa, afirmando ser uma fiscal assídua de todos na sua rua. Os vizinhos confirmam que ela chega a ser chata quando vê alguém lavando o carro ou a calçada com uma mangueira ao invés de um balde.

AMERICANOS BEBEM ÁGUA DO MAR

     Com tecnologia desenvolvida no Brasil, utilizando equipamentos importados, a H2Ocean é a novidade do mercado americano. A água fabricada a partir da dessalinização do mar é própria para o consumo humano e possui 63 minerais, enquanto que as águas de fontes terrestres têm, em média, 12 minerais. A H2Ocean é produzida dentro de padrões de qualidade exigidos pelos organismos industriais e ambientais e garante potabilidade exigida por todas as legislações de controle de água no mundo. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, ela já foi classificada como purified water (água purificada), e aprovada pelo Food and Drug Administration, FDA, agência norte-americana reguladora de produtos alimentícios e farmacêuticos. A água não pode ser comercializada no Brasil, por não haver, na esfera da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ANVISA, quaisquer normas que se refiram a este tipo de produto. A Agência precisa classificar o produto e licenciá-lo antes da sua comercialização.

Jorge Castro

                                                                       

                                                

ENTREVISTA COM O MÚSICO GABRIEL COELHO

Jorge Castro – Como é o Gabriel?

Gabriel Coelho – Um jovem do bem, sonhador e que batalha muito pelos seus ideais. Amigo e viciado em amigos. Cristão.

JC-O que você pensa sobre o Brasil?

GC-Um país com imenso potencial. Extenso por si só, de maneira que une verbalmente o Eike Batista ao vendedor de coco numa mesma cena. O Brasil é apaixonante e extremo nas suas qualidades e mazelas. Aqui, o brasileiro vive de verdade. Não há monotonia como em países da Europa. A vida fica mais interessante com os percalços que poucos países como o nosso possui. Infelizmente, nossos líderes, que deveriam apoiar nossas riquezas, são os que mais a exploram. Mas eles não são o Brasil! Nós somos o Brasil.

JC-Como você percebe a relação do homem com o ambiente?

GC-O homem pecou por sempre achar que poderia controlar qualquer tipo de reação da natureza, achou que era mais forte. De uns anos pra cá isso vem mudando e ficou inegável quem é mais forte. Sendo assim, nos resta a mobilização para lutar contra o tempo perdido nessa batalha, onde quem corre o maior risco é o próprio homem.

JC-O que o Gabriel sonha?

GC-Para minha vida, sonho com o sucesso na área musical. Sucesso não de milhões, mas uma vida sustentável naquilo que mais amo, que é executar a minha arte, seja como músico ou na organização de um show, um evento. Eu gosto desse mundo da música e é nele que quero crescer, viver, aprender e morrer. Num contexto geral, eu sonho com um mundo de pessoas mais receptíveis, educadas, inteligentes e amáveis.

JC-O que pensa sobre a música?

GC-Por diversas vezes fui criticado pelo meu modo de ver a música, mas é a minha essência e ela não muda. Eu a vejo como um todo. Sou fã de rock, de reggae, de pop e de soul music. Ouço e consigo apreciar o batidão do funk, assim como a batida do Olodum. E pra mim, tudo isso é música. Não há tanta diferença como as “panelinhas” tentam afirmar. Meu evento se chama Babel de Ritmos não é à toa. Eu quero proporcionar diversão ao público sem distinção de raça ou estilo.  É óbvio que tenho minhas preferências e elas ficam pelo rock e pelo soul. Mas até nas preferências sou eclético (Risos). Daí o slogan do meu evento “Juntar Todas as Tribos”. Babel representa isso, a junção de vários estilos, várias línguas. E tento levar isso às bandas que participam do evento. Afinal, todos querem o mesmo lugar no cenário musical. Eu acredito que a união faz a força. Infelizmente, ainda existem grupos de determinado estilo que não se misturam.

JC-Qual a relação que você estabelece entre a música e o público?

GC-Creio que a música embala os sentimentos de todos. Quando você está feliz pensa em música, quando está triste tende ao mesmo. Uma determinada música pode animar ou desanimar completamente o seu dia. A música é muito poderosa e uma das maiores descobertas da vida. É uma dádiva poder executar o que gosto.

JC-Você possui formação musical?

GC-Fiz dois anos de música na escola Villa-Lobos.

JC-Qual foi a sua primeira banda?

GC-A The Splash, aos 14 anos. Coisa bem de iniciante mesmo. Levamos a ferro, a história das panelas, pois eu montava uma bateria com as panelas da minha mãe, misturadas aos vários livros abertos e fechados. Sim, eles fazem sons diferentes! Enquanto meu parceiro na banda, Alex Motta, na época com 13 anos, tocava um violão meio desafinado.

JC-Que tipo de música atualmente vocês tocam?

GC-Na Babel temos músicas próprias e já fizemos muito cover do Barão Vermelho. Hoje em dia não temos um set fixo, além do nosso rock básico. Na Síncopa, fazemos um som mais dançante.

JC-O seu estilo musical é o mesmo da sua banda?

GC-Sim. Como ‘ditador’ da banda. Eles que dizem isso! Todas acabam tendo a minha cara.

JC-Qual é o público de vocês?

GC-Os amigos, os amigos dos amigos. Os jovens sedentos por novidade que conhecem a Babel de Ritmos e se identificam com a nossa galera que abre os braços pra quem quiser entrar nessa empreitada conosco.

JC-Você pretende se dedicar somente a música?

GC-Meu sonho é viver das notas musicais, mas minha realidade não permite isso.

JC-O que seus pais pensam da sua carreira musical?

GC-Meu pai, apesar de ter sido minha primeira influência, é distante. Já minha mãe, dá apoio total e integral, tanto nos ensaios, quanto nos shows e eventos. E ainda faz boas parcerias comigo no violão em casa. Ela cantando, é claro.

JC-Onde vocês já se apresentaram?

GC-Colégios, como o Pedro II do Humaitá, CEFETEQ, Cap UFRJ. Eventos especiais, como o Carnaval das Culturas na Praça do Lido, realizado pela prefeitura em agosto de 2007 e 2008, casas de show como Gafieira Elite, Empório, espaço Marun, Áudio Rebel, Conceptione Pub, e Farup entre muitos outros lugares.

JC-Vocês enfrentam algum tipo de preconceito?

GC-Que me lembre, não. É evidente que quem tem um “pistolão” se diferencia. Já presenciamos bandas novas sem qualquer potencial musical. O som já não é o mais importante hoje em dia. Na mídia, o que importa são os contatos que a banda tem, a imagem, se  um dos integrantes é filho de alguém famoso. Tanto na Babel como na Síncopa, somos o nosso próprio empresário e usamos a Babel de Ritmos como porta de acesso aos novos públicos.

JC-O que vocês esperam do futuro?

GC-Entrar a fundo no cenário musical e sermos reconhecidos pelo nosso esforço, carisma, simplicidade e lógico, nosso som! Nossa vida é a música.

JC-Quer mandar uma mensagem para o público em geral?

GC-Gostaria que as pessoas pudessem dar mais valor às novas bandas que lutam por um lugar ao sol. Há tantos eventos de bandas independentes a preços irrisórios como R$ 4,00 e ainda sim, não enche. Ao contrário das boates que custam R$70,00 e estão lotadas. Enfim, busquem eventos alternativos de vez em quando, muitos se surpreendem com a qualidade. E aos que já frequentam esse tipo de evento, como o da Babel de Ritmos, só posso agradecer. Faça chuva, faça sol, com apagão ou não, existe um público fiel que está lá, apoiando, e ele é muito especial! Para cada um que faz parte deste público, nosso muito obrigado!

Jorge Castro

                                                            

 

TERCEIRA IDADE TEM PROJETO PARA MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA

 

     De acordo com a responsável pelo projeto, os idosos serão divididos em grupos após as entrevistas que englobam aspectos gerais dos seus estilos de vida, hábitos alimentares, realização de esforço físico e recolhimento de exames clínicos. E também uma avaliação mental voltada para questões linguísticas. – A fala do idoso fica prejudicada com o tempo. Não tem como escapar, isto acontecerá com todos nós que tivermos a sorte de envelhecer. Eu só quero fazer com que isso ocorra de maneira menos traumática e mais feliz possível. Existe um outro problema muito comum, o engasgo, que pode ser resolvido com a prevenção e recuperação – conta a fonoaudióloga, complementando ainda que a autonomia desses indivíduos aumenta com a aplicação de tratamentos adequados  e menos pessoas precisarão ajudá-los.

     Já na fase final de elaboração do projeto, Alekssandra Leal busca parcerias para colocar em prática suas ideias: “Precisamos de um local adequado para instalação do projeto. No início seremos eu, uma psicóloga e uma estagiária de fonoaudiologia. Os interessados em apoiar estarão contribuindo com os seus próprios familiares, amigos e funcionários, a qualidade de produção deste grupo certamente aumentará e, além disso, as empresas colaboradoras estarão cumprindo com a sua responsabilidade social”, declara com entusiasmo, a idealizadora do projeto. Os interessados em participar podem entrar em contato pelo e-mail alek.fono@uol.com.br ou pelo site www.abracar.org.br.

PAVUNA -UM BAIRRO ABANDONADO PELO PODER PÚBLICO

 

     A avenida  Pastor Martin Luther King é estreita e a quantidade de buracos e poças d’águas estão por todo asfalto. A região administrativa, de tempos em tempos, solicita à Secretaria de Obras, o serviço de tapa-buracos. Segundo os moradores, nada adianta, pois os buracos retornam nas chuvas seguites e os pedestres são obrigados a correr pelas calçadas para não serem lameados pelos ônibus e caminhões que trafegam em alta velocidade pelo trecho. “já presenciei o recapeamento total de ruas dos bairros da Glória e do Flamengo sem ter necessidade. Apenas, para atender  aos pedidos políticos da vereadora local, Leila do Flamengo, dois meses antes da última eleição para prefeito”, Quando chove, a rua Mercúrio fica intransitável, a água chega a altura dos 60 cm e quem sai da via Dutra  não consegue chegar ao centro do bairro relata a dona de casa, Amélia Conceição de 82 anos, moradora do bairro há 30. Além disso, o centro da Pavuna é uma desordem urbana, a COMLURB não disponibiliza  garis para varrerem as ruas e a quantidade de poeira é tão grande que pode ocasionar problemas respiratórios aos moradores.

     A secretaria de meio-ambiente, na gestão da vereadora Rosa Fernandes, implementou o projeto de plantio de árvores ao longo das vias públicas de Irajá, Vila da Penha, Cordovil, Vista Alegre e Colégio, chegando a colocar um gigantesco vaso de plantas em frente a uma igreja evangélica situada na Av. Bras de Pina, em Vista Alegre, reduto eleitoral da vereadora. O projeto não foi estendido ao longo dos muros do metrô das estações de Rubens Paiva e Pavuna.


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