JORNALISTA JORGE CASTRO

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LINKS SAÚDE

EDITORIAL

VIDAS EM JOGO

    De acordo com o Aurélio, “saúde, do latim salute, significa “salvação”, “conservação da vida”, um estado do indivíduo cujas funções orgânicas, físicas e mentais se acham em situação normal; estado do que é sadio ou são”. Sendo assim, para nós simples mortais, com a correria do dia-a-dia fica difícil aplicar ao pé da letra a magnânima definição, haja vista que, a maioria da população brasileira não possui, infelizmente, parâmetros e condições de exercerem com plenitude o conceito de qualidade de vida.

 
   Uma grande parte da população não tem acesso aos planos de saúde e dependem do atendimento das unidades públicas, que por mais bem administradas que sejam, estão aquém da demanda – o que não significa que há investimentos suficientes na área da saúde. Aliados a esta dificuldade estão a falta de qualificação profissional, o comprometimento ético e moral de dirigentes, políticos, usuários e profissionais, a conservação e manutenção predial das unidades – muitas vezes deterioradas pelos próprios usuários do sistema -, e o que todos almejam: salários melhores e justos.
 
  Por outro lado, muitos pacientes têm a oportunidade de buscar informações e se consultarem pela internet. Este caminho, cada vez mais procurado, pode não ser uma via de mão dupla, especialistas da área alertam sobre o perigo das consultas virtuais e afirmam que o contato físico e visual é extremamente importante para um diagnóstico preciso. Pesam ainda, o uso indiscriminado dos “chazinhos da vovó”- àqueles recomendados pelos conhecimentos vulgares e difundidos de geração em geração por rezadeiras que ainda ensinam simpatias, eles podem ser paliativos que não vão resolvem definitivamente o problema. Vale ressaltar que as redes públicas do município e do estado do Rio de Janeiro disponibilizam em seus postos de saúde medicamentos para todos os tipos de doenças, assim como, oferecem atendimento eficaz e eficiente, por meio das UPAs, Unidades de Pronto Atendimento. Elas funcionam como centrais de apoio à população com a presença de profissionais qualificados que amenizam grande parte dos casos críticos, abrandando à procura pelos  setores emergenciais dos hospitais.
 
   Quanto à qualificação profissional, é evidente que não podemos dissociá-la da questão salarial. Profissionais mal remunerados não conseguem investir em si mesmos. Aliás, a sociedade pensante não consegue entender a inversão de valores institucionalizada no mundo: jogadores de futebol – nada contra estes profissionais que nos divertem nas horas de lazer. Eu disse lazer – ganham verdadeiras fortunas, enquanto médicos, enfermeiros, professores, policiais, e muitos outros profissionais, essenciais na roda-viva da sociedade, sobrevivem, moram e se alimentam com salários infinitamente inferiores.
 
    Simultaneamente, nossa população precisa aprender a cuidar do patrimônio público que na verdade é seu. Cada agulha comprada em uma unidade pública, cada lata de tinta empregada na pintura de um prédio, cada torneira recolocada em um banheiro são pagas por nós, contribuintes. São aplicações que poderiam ser utilizadas em pesquisas, salários ou compra de novos equipamentos. A depredação do patrimônio público reverte aos políticos oportunistas, novas oportunidades de desembolso de verbas que nem sempre são aplicadas com valores justos, quando aplicadas.
 
     Enfim, no meio do emaranhado da rede de saúde, surgem os enfermeiros. Profissionais que ajudam na recuperação de doentes, gestantes e inválidos, que auxiliam médicos em cirurgias e fiscalizam ou supervisionam instrumentos, instalações e procedimentos de higiene.  Por terem um conhecimento técnico profundo podem ocupar cargos de chefia ou direção de unidades hospitalares. Mas é importante ressaltar que eles não são acompanhantes, entretanto, devem possuir em sua formação a percepção de serem, muitas vezes, para raios, livre de preconceitos, pronto para amarem o próximo em todas as circunstâncias. Quando estes indivíduos escolhem esta profissão, devem ter, primeiramente, o espírito de solidariedade e gostar de lidar com pessoas, pois dispõem a maior parte de suas vidas no exercício de suas funções. Rui Barbosa, certamente, ficaria envaidecido se soubesse que a essência de uma famosa frase de sua autoria é praticada, diariamente, por estes profissionais: Temos o poder de mudar vidas com simples ações. Por isso devemos praticá-las com discernimento, responsabilidade e, acima de tudo, muito amor. “
Jorge Castro
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