JORNALISTA JORGE CASTRO

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MÉIER NOS TRILHOS DA HISTÓRIA

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     No início do século XVIII, os Jesuítas, que pertenciam a Ordem da Companhia de Jesus, eram os proprietários das terras ao redor da Cidade do Rio de Janeiro, mais conhecidas como os subúrbios. Eles administravam os Engenhos de Dentro e Novo, na produção de melaço e açúcar que eram exportados para a Europa.

     Em 1760, Marques de Pombal, Ministro da Guerra e do Exterior de Portugal, decretou a expulsão dos Jesuítas do Brasil. Em nome da coroa, as terras foram confiscadas, desmembradas e doadas aos amigos de D João VI e da rainha mãe, Dona Maria I.

     Em 1808, D João VI chegou ao Brasil e em nome da amizade e lealdade, doou parte dessas terras, ao seu amigo Miguel João Meyer, um português, cujo sobrenome Meyer, ascendia dos alemães.Na corte, o senhor Meyer era mais conhecido como Camarista Meyer, pois possuía livre acesso as câmaras do Paço Imperial.

     O tempo passou…

    Vieram, D Pedro I, a Independência, D Pedro II e seu amigo fiel, filho do Camarista, Augusto Duque Estrada Meyer. Mais uma vez, em nome da amizade e lealdade, a história se repetiu. D Pedro II doou ao seu amigo, as terras que iam do Estácio, até a entrada da serra de Jacarepaguá. Hoje conhecidas como Bairros do Benfica, Riachuelo, Sampaio, Boca do Mato e Lins de Vasconcelos.

     Em 1858, foi inaugurada a Estrada de Ferro D Pedro II. Existiam, apenas, cinco estações:
Corte – Quinta Imperial
Engenho Novo – Venda Imperial
Cascadura
Maxambomba – Nova Iguaçu
Queimados

    Em 13 de maio de 1889, a poucos meses da futura Proclamação da Republica, foi inaugurada a estação do Meyer. Com a estação, fundou-se o bairro do Meyer.

     Em 1954, foi inaugurada a maior sala de projeção da América Latina com 2400 lugares: o Imperator.

     Em 1965, foi inaugurado o primeiro shopping do Brasil: o shopping do Méier.

     Terra da Basílica de Nossa Senhora das Dores, do prédio do Quartel do Corpo de Bombeiros, do Jardim do Méier, do lambe-lambe de Aracy de Almeida, João Nogueira e Lima Barreto que imortalizou o bairro com a frase: “É o Méier o orgulho dos subúrbios e dos suburbanos”.

     Pelos trilhos, pelas ruas. Pela história, modernidade, religiosidade. Pela evolução, pela urbanização. A capital do subúrbio faz parte da história da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Jorge Castro

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