JORNALISTA JORGE CASTRO

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VIOLÊNCIA ANUNCIADA É CONCESSÃO DO ESTADO

     crosses-2-541006-mO menino Caio da Silva, de oito anos, morador de Bangu, é mais uma cruz na cruel lista de inocentes mortos em confrontos com bandidos no Rio de Janeiro. Além dele, um policial também foi morto com a invasão ao fórum do bairro para o resgate de presos que estavam prestando depoimento em nome do princípio constitucional da ampla defesa. O fato causa revolta e indignação na população da cidade e apoio total e irrestrito dos formadores de opinião e seus suportes de trabalho.

     Hoje, procuramos resposta à pergunta que toda sociedade brasileira persiste em fazer – Até quando? – a humanidade sofreu um avanço tecnológico ímpar nos últimos 200 anos, e em particular, nos últimos 20 anos possuímos soluções para quase tudo. Entretanto, os fantásticos recursos inventados não são utilizados a favor da população. Para que servem os equipamentos eletrônicos que objetivam a diminuição do tempo de resposta das instituições públicas e privadas? Afinal, não votamos e apuramos nossas eleições com uma rapidez infalível e inquestionável?

     O Poder público, seja ele o Tribunal de Justiça ou a Secretaria de Segurança, pode e deve gerar mecanismos preventivos em favor dos interesses coletivos de quem os sustenta e rasgar todos os conceitos de defesa dos opositores à sociedade civil justa, humana e democrática. Estas instituições que detêm o monopólio da repressão e da violência e dominam as forças policiais, assim como controlam os grupos burocráticos do aparelho estatal e aplicam as leis têm a obrigação ética e moral de manter a disciplina, custe o que custar.

     Dessa forma, talvez, nós brasileiros passemos a acreditar no momento histórico e utópico – não fantasioso – em que os poderes coexistentes no país trabalham em função do exercício da cidadania dos oprimidos, injustiçados e mortos em nossa guerra civil. Caso contrário, o poder público corre o risco dos indivíduos restantes terem um insight coletivo e saírem do imobilismo, vislumbrando possibilidades concretas de um futuro do presente digno para si mesmos e sua coletividade, construindo um novo Estado sem anarquias.

Jorge Castro

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