JORNALISTA JORGE CASTRO

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ADMINISTRADOR, GESTOR OU EMPREENDEDOR?

      O administrador possui funções de planejar – definir e decidir sobre recursos, organizar – alocar os recursos, dirigir – cuidar do relacionamento interpessoal, buscar aproximações entre superiores e subordinados e controlar – verificar se o que foi planejado está sendo executado e, oportunamente, corrigir possíveis desvios de função.

     O empreendedor é um indivíduo que cultiva o desejo de criar, obter resultado, abrir novas frentes de trabalho, inovar, é um obstinado por ter o seu próprio negócio. Mas para que isso aconteça é necessário capacitação. Buscar informações, identificar, planejar o empreendimento e buscar recursos, acompanhados de orientação financeira, e assim aplicar no segmento escolhido técnicas diferenciais que vão conduzir ao sucesso do novo empreendimento.

     Normalmente, os novos empresários vislumbram, evidentemente, a possibilidade de muitos ganhos, entretanto devem ficar atentos que a criatividade é uma forte aliada do retorno financeiro. A competitividade é ligada a estratégias capazes de manter uma organização duradoura no mercado e que o sucesso é consequência e não a causa.

     Vale ressaltar também que os colaboradores são essenciais para o complemento do sucesso desejado, o investimento na capacitação dos funcionários, transformando-os em pessoas inovadoras e globalizadas, pode despertar o crescimento dos indivíduos em parceria com a empresa. O filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, é uma analogia a especialização do trabalho e aos resultados do processo de industrialização no início do século XX. De acordo com os princípios de Frederick Taylor, quanto mais especialista em uma função o indivíduo for, menos movimentos e tempo serão gastos para realizar suas tarefas. A mecanização da divisão do trabalho deu início ao que conhecemos como “produção em série”, limitando o indivíduo a uma única atividade.

     Mas vale observar que o bom administrador ou empreendedor, o que hoje conhecemos como gestor, deve ter em mente algumas ideias que podem facilitar em muito o seu negócio. São os instrumentos mentais que se transformados em ações práticas, trazem retorno imediato, satisfação no trabalho e parceria profissional.

     O bom gestor nunca foge à sua responsabilidade, ele não cobra sem ter absoluta certeza de que forneceu todos os meios para que seus subordinados desenvolvam bem o seu trabalho. Sempre defende os seus subordinados – uma das piores atitudes é a omissão. Defender os subordinados diante dos superiores e em quaisquer situações que envolvam pessoas estranhas à estação de trabalho é uma prova de cumplicidade. Elogios também são muito bem-vindos e servem de estímulo para novos processos. Outra regra infalível e que adquire confiança da equipe de trabalho é sempre cumprir o que se promete e, principalmente, não prometer o que não pode ser cumprido. Um fator extremamente relevante é a falta de comunicação. Muitos acreditam que se comunicar, estar sempre disponível a falar ou ouvir, é uma bobagem e entram no mérito do: sou eu quem manda e obedece quem tem juízo. A exposição dos funcionários a gritos, gestos e berros em público, além de ser deselegante, pode trazer problemas sérios de assédio moral e constrangimento.

        O homem é conhecido pelo poder de raciocínio e capacidade de diálogo, desdenhar, criticar ou não dar atenção aos funcionários é uma grandessíssima falta de educação. Chegamos ao que uma grande parte acredita ser a receita para a evolução profissional: a bajulação. É inacreditável a quantidade de indivíduos que acreditam em valores pessoais sobrepondo-se aos profissionais, e vai uma dica: nunca acredite em puxa-sacos, hoje eles estão com você, amanhã estão contra você. Um procedimento muito comum entre os que comandam, principalmente os que querem ser politicamente corretos, é criticar um subordinado com outro. Você pode não acreditar, mas sua credibilidade despenca a ribanceira perante os outros funcionários. Vale uma dica, o reconhecimento financeiro é primordial para a relação trabalhista, não existe funcionário feliz sem aumento de salário, essa coisa que dizem que a satisfação profissional está em primeiro lugar é uma falácia, as contas aumentam desproporcionais aos salários, você também vive isso, não espere seu funcionário pedir aumento, reconheça o seu desempenho, ou então, mande-o embora se não estiver satisfeito. Enfim, tenha absoluta certeza, você não é Deus, tudo é temporário, você está gestor, não o é.

Jorge Castro

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