JORNALISTA JORGE CASTRO

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PROPAGANDA-VENDEDORA DE ILUSÕES E SONHOS

     Com a fundação do jornal “A Gazeta do Rio”, primeiro jornal impresso no país, surgiu, também, a primeira propaganda de classificado, formatada em um texto meramente informativo sem recursos estilísticos ou compromissos técnicos. Quatro anos depois, A propaganda passou a apresentar diferentes tipologias e os textos em preto e branco, produzidos por amadores, proporcionavam certa dramaticidade.

      Em 1913, com o surgimento da primeira agência de publicidade do Brasil, “A Eclética”, os anúncios começaram a ser lançados dentro de parâmetros técnicos e determinados padrões profissionais. A chegada das agências americanas, em 1929, acentuou o aprimoramento dos anúncios e, consequentemente, o processo de concorrência entre os publicitários. Após a 2ª Guerra Mundial, a propaganda sofreu mudanças em seus conteúdos de apresentação. Os extensos textos começaram a ser reduzidos e associados às imagens que traduziam as mensagens dos produtos.

      Com o advento da televisão, em 1955, a propaganda alcança sua maior visibilidade para o lançamento ou a consolidação de um produto no mercado consumidor. Ela é uma vendedora de ilusões e sonhos. Seu conteúdo não tem compromisso com o real, embora tenha comprometimento com os princípios éticos da sociedade. Seu sucesso está diretamente relacionado à qualidade do produto. Não há boa propaganda para maus produtos. As várias formas e conteúdos das propagandas apresentadas na televisão formam suas múltiplas identidades, que são o reflexo cultural da sociedade em cada época. Estas variações da propaganda são os nossos personagens coadjuvantes, necessários à percepção de mudança ao longo dos anos. Portanto, o personagem principal é concreto, mas suas criações são produtos abstratos, frutos da subjetividade dos seus criadores que dão formas a elas, concretizando-as.

      No século XXI, o conceito sobre público alvo está sedimentado na diversidade de segmentos da sociedade e não mais em um único grupo de massa, como no início do século XVIII. O avanço tecnológico aliado à segmentação do público e a falta de tempo dos indivíduos, consequência do mundo competitivo e dinâmico, transformaram a propaganda em um processo de produção rápido e de fácil entendimento pelo público alvo a que ela se destina.

     A Coca-Cola e a Pepsi são duas marcas de origem norte-americana, conhecidas mundialmente. Suas propagandas possuem uma evolução gradativa às evoluções tecnológicas. São líderes de venda no segmento de refrigerantes e utilizam cores que traduzem o sentimento nacionalista americano de amor à sua bandeira (vermelho branco e azul). Os apelos dos slogans se modificam conforme a mudança do mercado consumidor, eles deixam de ser generalizados e passam a ser segmentados.

Jorge castro

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