JORNALISTA JORGE CASTRO

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SOCIEDADE E NATUREZA – O ACIRRAMENTO DAS COMPETIÇÕES

     Em uma sociedade moderna, o trabalho é definido como uma atividade que utiliza o desenvolvimento mental ou físico, suprindo as satisfações e necessidades de bens e serviços dos indivíduos. Este processo de produção pode ser qualificado ou não e baseia-se na transformação da matéria-prima pelos meios de produção, em bens finais de consumo.

     Na atualidade, a sociedade brasileira possui uma alta carga tributária, dificultando abertura de novos postos de trabalho e diminuindo os já existentes.  Hoje, somos quase 193.000.000 milhões de habitantes, distribuídos em 8.511.965 km² de terras férteis, muitas improdutivas e concentradas nas mãos de poucos. Além disso, ainda carregamos corruptos nas costas, desde a chegada de D João VI e sua corte. Como se não bastasse, uma grande parte do empresariado brasileiro insiste em manter grandes margens de lucros, enquanto o governo se esforça para diminuir juros.

     Hoje, vivemos a era do consumismo, um consumo exagerado, além do necessário. Nunca houve na história da humanidade tanto produto à disposição de todos – não estou colocando em questão o poder de aquisição das diversas classes sociais – entretanto, os indivíduos consomem mais do que devem, ocasionando um desequilíbrio entre os recursos naturais que vão se tornando cada vez mais escassos. Na outra ponta da linha, temos uma produção de lixo que aumenta gradativamente, e países que não possuem políticas de reciclagem, futuramente, estarão mergulhados em seus próprios resíduos.

     Esta massificação de produtos é baseada na maximização dos lucros de grandes conglomerados empresariais que se manifestam alheios ao futuro. Evidentemente, todos os países são responsáveis pelos problemas ambientais. Contudo, suas parcelas de responsabilidade são em níveis e proporções diferentes. Enquanto países altamente desenvolvidos colaboram com emissões, cada vez mais alarmantes, de gases poluentes e não aplicam políticas que podem reverter este quadro, países menos desenvolvidos aplicam técnicas agressivas na agricultura, livres da fiscalização governamental.

     Mas como se dá essa produção e consumo exagerados? Grandes grupos combinam estratégias corporativas e alinham-se, até mesmo com as concorrentes, para aplicarem planos estratégicos e viabilizarem projetos que aumentem o consumo. Os holdings, como são chamadas estas alianças, dispõem de poderio financeiro, capacidade industrial e esquemas de distribuição de produtos. Campanhas publicitárias formam rodízios, desde o natal, até o dia de finados. Uma mãe que não ganha um presente no dia, supostamente dedicado a ela, permanece estática diante do hipotético esquecimento. O guri que não é contemplado com uma bicicleta ou vídeo game no natal, promete não se esforçar na escola no próximo ano. Estas alianças, nacionais ou multinacionais, mantêm a ascendência sobre o todo, embora não apresente isto de forma clara, objetiva.

     Normalmente, o comando é das matrizes e a operacionalidade é ampliada nos países subdesenvolvidos, assim pequenas e médias empresas não possuem fôlego suficiente para competir e tornam-se empresas terceirizadas de serviços e fornecedoras de insumos das grandes empresas e conglomerados. Esta terceirização, normalmente ligada a serviços de conservação, limpeza e manutenção, é contratada em processos licitatórios ou não por possuírem contratos de trabalho que não oferecem estabilidade -São contratos por tempo definido – Assim, empregados permanecem sem aumento salarial durante anos e não têm a quem recorrer, tornam-se verdadeiros reféns do poder corporativo.

      Algumas características persistem em ser comuns a todos os países. Mesmo os altamente industrializados sofrem com o aumento do desemprego, por exemplo. O mercado cada vez mais competitivo possui uma tendência de mão de obra cada vez mais especializada, principalmente nas áreas de telecomunicação, informática e petrolífera.

     Paralelamente, vivemos a era da robótica. A substituição do homem pela máquina é cada vez mais acentuada. A revolução robótica reduz o ser humano, sob o aspecto da realização de tarefas, ao contrário das máquinas que agregam informações e aumentam a capacidade de realização. Como se não fosse suficiente, no Brasil funções básicas como empacotadoras de supermercados e trocadores de ônibus já não existem, e o que é pior, o cliente ou motorista assumem estas funções sem descontos ou aumentos salariais.

(Jorge Castro)

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