JORNALISTA JORGE CASTRO

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NELSON RODRIGUES-INÍCIO, MEIO E FIM

     Nelson Rodrigues, filho de Mário Rodrigues e Maria Esther Falcão, nasceu em 1912, no estado de Pernambuco.  Seu pai chegou ao Rio de Janeiro em 1915, deixando a mulher e os filhos no Recife. Tempos depois, retornou a Pernambuco e convencido pela mulher, voltou ao Rio de Janeiro, onde se consolidou como redator parlamentar do jornal “Correio da Manhã” por ter um grande engajamento político. Após um desentendimento com o diretor do jornal, Mário foi demitido, ao mesmo tempo em que sua esposa mandara uma carta avisando que havia vendido tudo que tinha no Recife e estava embarcando para o Rio com os seis filhos. Mário Rodrigues foi preso por incitação à revolta contra o governo de Artur Bernardes com a publicação do artigo “Dezoito do Forte” (uma referência ao artigo Cinco de julho de Humberto de Campos). Condenado, cumpriu pena de um ano e retornou ao Jornal da Manhã. Mas, com a aproximação do jornal com Epitácio Pessoa, seu inimigo e desafeto, pediu demissão. Desempregado, Mário foi acolhido pelo amigo Olegário Mariano – poeta, diplomata, deputado federal e constituinte – assim como sua família, sob a condição de arrumar rapidamente um novo emprego. Meses depois ele foi readmitido pelo Jornal da Manhã e conseguiu acomodá-los em uma casa nos arredores do bairro da Tijuca, onde Nelson Rodrigues começou seus primeiros passos rumo à dramaturgia.

      Aos oito anos, no segundo ano primário, Nelson Rodrigues escreveu uma redação sobre adultério, escandalizando a direção do colégio de classe média da Tijuca. Dos sete aos dez anos, Nelson observava muito a sua vizinhança. Bate-bocas, adúlteras, fofoqueiras, tias solteiras, homens suspeitos sexualmente, viúvas e roupas femininas muito curtas eram registrados na memória de Nelson Rodrigues. Em 1905, iniciou sua carreira promissora na primeira revista infanto-juvenil brasileira: a Tico-Tico – lida até mesmo por Rui Barbosa, do alto dos seus quase setenta anos, e citada na Tribuna do Senado brasileiro. Assim, Nelson começou a se interessar pela diversidade de temas da literatura, porém, os temas sobre sexo e morte sempre lhe eram mais atraentes. Em 1919, descobriu-se como um apaixonado torcedor do Fluminense. Leia o texto completo em https://jcastrorio.wordpress.com/cronica-editorial-contos/

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