JORNALISTA JORGE CASTRO

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REFORMA AGRÁRIA-UM INÍCIO SEM FIM

     Os períodos históricos do Brasil são um experimento social baseado nos interesses multiculturalista e multiétinico das classes sociais dominantes de cada época. Os diferentes povos que se formaram ao longo do tempo dentro do Brasil, cada qual com suas características econômicas, sociais e culturais poderiam resultar na formação de varias nações. Mas, contrariando a história, não houve dissolução, e sim, aglutinação, heterogênea em hábitos, costumes e ideologias. Dois grandes brasileiros, Oswald de Andrade e Darcy Ribeiro, reacenderam a necessidade de haver uma cultura tipicamente brasileira. Todavia, mesmo com a diversidade de etnias e objetivos adversos aos interesses do povo, somos uma nação referencial na America latina.

     Desde a nossa colonização, quando os povos indígenas sofreram invasões em seus territórios, desenvolveram as lutas de classes pelo poder da terra. A formação dos quilombos e suas invasões pelos brancos, também caracterizou, além da luta pela sobrevivência e fim do escravismo, a luta pela oportunidade da terra. Com o fim da escravidão e a vinda de imigrantes para o desenvolvimento do trabalho nas fazendas, iniciou-se o conflito de ideias com relação ao uso da terra. Os camponeses começaram a se organizar em grupos e associações com o objetivo de lutar pela posse das terras que cultivavam. Governos passaram, políticas de reforma agrária foram implantadas, mas os efeitos aumentaram ainda mais a concentração fundiária. Por ser um problema estrutural, mantém-se firme, quase inabalável pelos poderes dominantes do país até os dias de hoje.

     Entretanto, houve um período da nossa história bem marcante quanto a este assunto. Após a renúncia do presidente Jânio Quadros, seu vice, – ausente no momento da renúncia – foi impedido de assumir por uma junta militar.  O então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, com a ajuda do 3º Comando Militar conseguiu organizar os sulistas, e a Constituição foi respeitada. João Goulart assumiu a presidência sob o regime parlamentarista. Por meio de um plebiscito, restaurou-se o presidencialismo e assim começaram as reformas de base nas áreas da habitação e agrária. Em 1964, quando os militares assumiram o governo, após uma aliança política com diferentes setores da burguesia – latifundiários, empresários e banqueiros – as grandes reformas foram paralisadas, retornando muito lentamente nos governos de Fernando Henrique Cardoso e Lula.

Jorge Castro

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1 Comentário

  1. Marcia diz:

    Entendo que, apesar de centenas de anos, não houve a criação homogênea de uma cultura brasileira única, exatamente por conta da pluralidade de etnias responsáveis pela colonização do país e considerando ainda a população tupiniquim. Esta tão desejada cultura única só se dará após mais alguns séculos, isto se as entidades de cada etnia resolver esquecer suas raízes. Pessoalmente sou contra, acho que o grande diferencial do Brasil é esta capacidade de fazer a todos Brasileiros independente de onde veio cada um… Coração de verdadeira mãe… Gentil…

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