JORNALISTA JORGE CASTRO

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PROFISSÃO DE JORNALISTA-ARTIGO

     Fazer política é a arte de articular, coordenar e debater assuntos de interesse da sociedade. Pode-se dizer também que é a ação de concordar ou discordar sobre um determinado tema com o objetivo de alcançar o poder e assim, atuar em prol das suas convicções políticas. Quando o Estado reconhece os direitos e deveres dos cidadãos, reconhece também sua cidadania, independente de classe social, raça ou credo.

      Os direitos não são fáceis de serem adquiridos, decorrem de muitas lutas políticas e conflitos internos nas sociedades. Uma vez conquistados estes direitos, há necessidade de se aplicar normas e leis para que todos os cidadãos possam conviver, harmoniosamente, dentro de princípios morais e éticos pré-estabelecidos.

      O princípio de escolha dessas normas e leis obedece ao pressuposto de que os argumentos em sua defesa são apresentados, defendidos e aceitos por uma maioria. Cabe à imprensa, por meio do seu representante maior, o jornalista, acompanhar, divulgar, fiscalizar e denunciar quando este processo de construção da realidade for prejudicado.

      O jornalista é o fiel da balança democrática, ele é o responsável pela distribuição de informações que podem modificar radicalmente ideias, atitudes e expectativas de futuro. O jornalista também é o responsável em preservar o passado histórico de fatos que podem ser relembrados quando necessário à evolução da sociedade, e, exemplificados como inadmissíveis em possíveis situações de retrocesso humano, político e social. No presente, ele se torna indispensável na busca da elucidação da verdade, do cumprimento da justiça e da redução das diferenças sociais no mundo. No que tange ao futuro, ele deve permanecer como um observador atento, pronto para entrar em ação sempre que sua palavra ou imagem forem necessárias na busca da apuração dos fatos.

     O jornalista deve sempre se abastecer de argumentos e textos jornalísticos construídos sob a base sólida da liberdade e respeito ao próximo. A criação de versões sensacionalistas e patéticas não se justifica. A participação em campanhas eleitoras, salvo o próprio exercício da função, em programas publicitários, passeatas e outras manifestações públicas reduz a credibilidade profissional que é construída proporcionalmente ao tempo de sua experiência e veracidade das suas publicações. Estes profissionais têm acima de tudo, responsabilidade como cidadãos formadores de opinião e devem usar a objetividade para esclarecer, independente das suas convicções e conhecimentos individuais.

      Evidentemente, a eficiência do trabalho jornalístico está ligada a vários fatores como o grau de especialização do profissional, o tamanho da estrutura empresarial, a escolha da pauta, os manuais de trabalho das redações e os desejos dos superiores e proprietários dos grupos midiáticos. Entretanto, as notícias não deixarão de ajudar na construção da realidade. De uma maneira ou de outra, as informações serão divulgadas e cabe aos leitores, expectadores e internautas filtrarem os conteúdos de acordo com suas percepções.

      Hoje, a Internet é um campo sem limites tanto na busca como na divulgação das informações. Restrições e cuidados com relação ao seu uso como a falta de investimentos dos governos, a falta de capacidade e conhecimento dos usuários são normais, assim como, em outras épocas houve com o telefone, o rádio e a televisão. Mas, as evoluções humana e tecnológica se encarregarão de popularizar a acessibilidade.

      Por fim, a liberdade de imprensa e a privacidade devem ser respeitadas, contudo vale lembrar que vivemosem um Estado de direitos, e todos, absolutamente todos, têm estes direitos. Os jornalistas não só têm que ser respeitados como têm a obrigação de respeitar as opiniões adversas. Desmoralizar indivíduos, instituições e ideias é uma atitude antidemocrática, não combina com a atuação ética dos jornalistas. A não ser, que as notícias funcionem, realmente, como propaganda dos interesses das elites e grupos econômicos que impõem a subordinação dos grupos midiáticos.

Jorge Castro

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