JORNALISTA JORGE CASTRO

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APURAÇÃO E PRODUÇÃO DE CONTEÚDO NA WEB-ETAPAS DO JORNALISMO

     Embora estar conectado no mundo atual seja colocado a todo o momento como uma necessidade, algumas considerações no uso da Web devem ser questionadas no que concerne à origem, credibilidade, uso e publicação das informações. Entre elas, a apuração das notícias. Mas como se dá o processo de apuração e produção de conteúdo na Web? A jornalista Vivian de Azevedo Virissimo[1], em seu artigo publicado em 2008[2], descreve sobre as transformações sofridas em todas as etapas do jornalismo em função da capacidade de organização e armazenamento da Internet, vista como um grande banco de dados. A autora cita dois princípios que caminham juntos em um processo de apuração jornalístico eficiente: uma apuração competente e um jornalismo de qualidade. Seus estudos, baseados em Quinn (2002), sugerem que as redações deveriam investir no treinamento de jornalistas para que a apuração mais profunda seja realizada na Internet, pois a qualificação profissional é necessária para que o jornalista utilize com sucesso as ferramentas disponíveis pela web.

     De acordo com a jornalista, duas tendências no jornalismo digital do futuro são relevantes: a convergência, diante de tanta informação, as corporações jornalísticas irão colaborar umas com as outras com o objetivo de buscar a qualidade da informação, e as bases de dados, fundamentais para ratificar a veracidade e o conteúdo de uma matéria. Entretanto, segundo Vivian de Azevedo, os custos para acessar os mecanismos de buscas que disponibilizam os bancos de dados são muito elevados e apesar de ser um exercício facultativo a todas as empresas, somente as grandes corporações têm esta prerrogativa.

     Destaca-se também o fator econômico como essencial para entender este contexto, pois tanto no sistema interno (Intranets) das empresas jornalísticas (QUINN, 2002), quanto ao acesso a bases de dados pagas, como a Compuserv ou das Bolsas de Valores mundiais (KOCK, 1991), o alto custo desses sistemas impede a ampla difusão desta tecnologia. Isso tudo passa pelo investimento financeiro só possível às grandes corporações neste primeiro momento, pois o valor para fazer pesquisas nos serviços on-line restringe a pratica nas organizações menores e de baixo poder aquisitivo[3]. (VIRISSIMO, 2008:5).

     Complementando a cadeia de posições sobre a importância dos bancos de dados no processo de apuração das notícias, Machado (2006) propõe que o debate atual sobre o formato adquirido pelas Bases de Dados é o de que elas tornaram-se um segmento do jornalismo cognominado de: “a modalidade jornalística que utiliza as Bases de Dados para estruturar e organizar todas as etapas do processo de produção jornalísticas: apuração, composição edição e circulação”. (MACHADO, 2006:8).

      Em uma análise mais prática, vivenciada pela experiência do dia a dia nas redações on-line, o jornalista Marlos Mendes, ex-colaborador da Editora Bloch, O globo on-line e atual Editor-Chefe de O Dia on-line, profissional com mais de dez anos de atuação no mercado jornalístico, discorreu em palestra realizada na UNISUAM em 30/04/2008, genericamente, sobre o jornalismo na web. Para ele a experiência bem sucedida dos vários segmentos da comunicação (rádio, jornal e televisão) é o que faz a dinâmica e o sucesso da Web, e que, os profissionais envolvidos necessitam de uma rapidez de raciocínio, ação e decisão. A atualização das notícias é muito dinâmica e, uma vez publicada, não há como retroceder. Ao contrário do jornal impresso, cujas notícias são selecionadas ao longo do dia e passam por uma triagem para serem publicadas na edição do dia posterior. Ou seja, há um tempo relativo para eventuais confirmações e atualizações de dados. O jornalista acrescentou ainda a necessidade do monitoramento dos veículos de comunicação das concorrentes.

      Ficar atento ao que ocorre a nossa volta, é fundamental para não se perder o bonde da historia, as fontes são diversificadas e nenhuma noticia ou furos de reportagem podem passar despercebidos. O leitor que acessa periodicamente um determinado site, não pode se deparar com as mesmas notícias. A facilidade na busca de outras fontes de informação na internet é muito acelerada e o usuário não tem tempo a perder. (MARLOS MENDES).

 Jorge Castro

[1] Mestranda em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e bolsista Capes. Faz parte do Grupo de Pesquisa Aplicadaem Jornalismo Digital (Labjor), liderado pelo prof. Dr. Elias Machado e participa como sócia da SBPJor.

[2] Publicado pela Associação Brasileira de Pesquisadoresem Jornalismo. VI Encontro Nacional de Pesquisadoresem Jornalismo.   UMESP (Universidade Metodista de São Paulo), novembro de 2008.

 [3] Disponível em

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