JORNALISTA JORGE CASTRO

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MEIOS DE COMUNICAÇÃO, COMO FUNCIONAM

                                                           Para Dênis de Moraes (2003), na era da globalização a mídia assume o papel de difusora das necessidades, desejos e sentimentos que são transformados em valores universais de consumo. Os meios de comunicação são máquinas autosuficientes que estruturam e difundem estratégias de convencimento por meio das inovações tecnológicas que alimentam e reproduzem o capital financeiro.

     Atualmente, a digitalização, por meio de uma linguagem digital única, favorece a formação de multimídias que organizam suas infraestruturas de transmissão de dados, imagens e sons. “O encurtamento de distâncias e a diminuição do tempo que levamos para executar determinadas tarefas são os principais motores da globalização, um movimento apoiado em ferramentas modernas, como a comunicação via satélite e a internet”[1], afirma Francisco Carlos Teixeira, professor de História Moderna e Contemporânea da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

     Na verdade, a multimídia é o conjunto de poderes estratégicos originados da soma dos setores de telecomunicação, comunicação e informática originando o termo infotelecomunicação. Este replanejamento dos complexos midiáticos objetiva o aumento do mercado consumidor para a comercialização, eliminando assim, as fronteiras geográficas.

     Exatamente por se credenciar como fornecedora de conteúdos de alta tecnologia, a Dreamworks SKG, criada em 1994 por Steven Spielberg, Jeffrey Katzenberg e David Geffen não pára de galgar posições na economia do entretenimento. As suas linhas de produção cobrem um vasto leque setorial: DVD, CD-ROOM, filmes, seriados, shows para TV, vídeos, jogos, softwares de animação, banco de imagens e brinquedos eletrônicos. (MORAES, 2003:192).

     As empresas combinam estratégias corporativas relativas aos aspectos específicos de cada área seguindo modelos de gestão integradas e descentralizadas. Elas assimilam os gostos regionais, atraindo o imaginário coletivo e com isso aumentam o mercado de consumidores. Empresas rivais dividem despesas e planos logísticos para viabilizar projetos. São poucas as corporações que dispõem de um poder econômico forte, conhecimento das estratégias, capacidade industrial e esquemas de distribuição. Com isso, as pequenas e médias empresas tornam-se terceirizadas, fornecedoras de insumos, produtos e serviços de interesse dos grandes grupos. Entretanto, elas precisam ser produtivas, ágeis e criativas. (MORAES, 2003).

     O êxito da coorporação-rede vincula-se ao aprimoramento contínuo de tecnologias que favoreçam o comando à distância. Bases de dados, projetos em execução e planilhas estão disponíveis on line para consultas. A integração de processos colaborativos dentro das organizações permite sincronizar eletronicamente demandas, estoques e fornecedores, sem entraves burocráticos e repetições de tarefas. Daí porque os dispositivos informacionais se tornaram insubstituíveis para ajustar as empresas às condições mutáveis dos mercados globalizados. (MORAES, 2003:194).

     Denis de Moraes afirma que as fusões entre os grandes grupos impedem a entrada de novos competidores no mercado. Eles somam receitas e patrimônio, além de dividirem despesas, impondo barreiras aos novos empreendedores. Estas reestruturações causam efeitos colaterais à sociedade como: demissões, corte de gastos, redução de salários e perdas dos direitos trabalhistas. O autor explica ainda que o consumidor é quem escolhe o que quer ver, ouvir ou ler, assim como o programador é quem escolhe o que vai ser publicado ou vai ao ar. Entretanto, o conteúdo apresentado é baseado nas metas de maximização dos lucros dos grandes grupos alheios à formação cultural, educacional e social dos consumidores. Os conteúdos são definidos pelos mercados de produção e comercialização. (MORAES, 2003).

     Por outro lado, Edgar Morin (2003) expõe que a concorrência entre os meios de comunicação e as fontes de informação pode se sobrepor aos interesses internos dos grupos midiáticos. Basta um veículo lançar uma “revelação” para que mais cedo ou tarde, os outros veículos alastrem a mesma informação. Isto acontece porque a informação vale dinheiro e a sua utilidade é avaliada em relação ao poder do dinheiro dentro do sistema capitalista.

     Assim foi no sistema mais capitalista, mas também naquele onde há mais concorrência em matéria de imprensa, rádio, televisão – o sistema americano -, que os “escândalos” de My Lay e de Watergate puderam enfim invadir a vida política e ter os efeitos que se conhecem. (O massacre de My Lay ocorreu em1968. Ainformação foi abafada dentro do e pelo exército dos Estados Unidos. A tenacidade de um jornalista acabou por fazê-la aparecer marginalmente. Em novembro-dezembro de 1969, todos os jornais americanos estavam repletos dela.). (MORIN, 2003:49).

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