JORNALISTA JORGE CASTRO

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O QUE É JORNALISMO, DE CLÓVIS ROSSI-ANÁLISE

    

     Além de esclarecer a função do jornalista diante da sociedade, o autor  de O Que é Jornalismo, publicado pela editora Brasiliense, discute a relação entre o exercício desta profissão em sua plenitude e os veículos de comunicação que os empregam. Solidificando assim, o alicerce para o entendimento da discussão do próximo capítulo que discorre sobre a formação de grupos multimidiáticos e a configuração da distribuição das informações por eles na sociedade. Clóvis Rossi classifica o jornalismo como: Uma batalha pela conquista das mentes e corações de seus alvos: leitores, telespectadores ou ouvintes. Uma batalha geralmente sutil e que usa uma arma de aparência extremamente inofensiva: a palavra acrescida, no caso da televisão, de imagens. Mais uma batalha nem por isso menos importante do ponto de vista político e social, o que justifica e explica as imensas verbas canalizadas por governos, partidos, empresários e entidades diversas para o que se convencionou chamar de comunicação de massa. (ROSSI, 2000:7).

     O autor evidencia que o sistema de comunicação age de acordo com os interesses publicitários e que a omissão ou supervalorização de uma informação na matéria veiculada, pode gerar uma versão do fato, politicamente viável à empresa. Rossi cita a elaboração da pauta como uma ação que pode atender aos interesses comerciais dos empreendedores jornalísticos, minimizando o espaço destinado aos assuntos de interesse das comunidades e ratifica, reproduzindo um trecho de uma reportagem realizada pela revista Banas, edição de março de 1980, o porquê que o exercício do jornalismo é uma batalha diária do na conquista diária das mentes e corações do público:

     Como os países industrializados controlam inclusive os meios de comunicação, e como os centros de produção agrícolas ou minerais, na maioria dos casos, não dispõem de estruturas culturais, empresariais e noticiosas fortalecidas, até as informações sobre mercados, os boatos e a barragem de notícias forjadas desencorajam uma eficiente defesa de interesses dos produtores de matérias-primas, porque a sua imprensa local funciona como satélite do mercado noticioso do exterior. (ROSSI, 2000:78).

     Para Rossi, existe um controle universal das informações veiculadas por poucos grupos empresariais da área de comunicação que com a globalização, os interesses políticos dos países detentores dessas empresas se sobrepõem aos direitos do leitor à verdadeira informação que muitas das vezes pode ser manipulada a serviço do imperialismo econômico mundial.

Jorge Castro

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