JORNALISTA JORGE CASTRO

SINDICATO DOS JORNALISTAS

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SITE DA ASSOCIAÇÃO  BRASILEIRA DE EMISSORAS DE RÁDIO E TELEVISÃO

SANTO EXPEDITO

Santo Expedito foi martirizado na Armênia, ele era militar, e um dia, tocado pela graça de Deus, resolveu mudar de vida. O espírito do mal apareceu para ele em forma de corvo e lhe segredou: "Cras, Cras, Cras", palavra latina que quer dizer amanhã, isto é, deixe para amanhã! Não tenha pressa! Adie a sua conversão! Santo Expedito, pisoteando o corvo, esmagou-o gritando: "Hodie", que quer dizer hoje: "Nada de protelações é para já"!
Por isso que Santo Expedito é sempre invocado nos casos que exigem solução imediata, nos negócios urgentes, e que qualquer demora poderia causar grande prejuízo.
Santo Expedito não adia o seu auxílio para amanhã. Ele atende hoje mesmo, ou na hora em que precisamos de sua ajuda. Mas ele espera que também nós não deixemos para amanhã nossa conversão.

AMAZÔNIA – DISCURSO DE CRISTOVAM BUARQUE

Durante debate ocorrido no mês de Novembro/2000, em uma Universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do Distrito Federal, Cristovam Buarque (PT), foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Segundo Cristovam, foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica humanista como o ponto de partida para a sua resposta:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria
contra a internacionalização da Amazônia.
Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.
Como humanista, sentindo e risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar
a sua internacionalização, como também de tudo
o mais que tem importância para a Humanidade.

Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos
países ricos deveria ser internacionalizado

Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de
um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão
grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.

Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveriam pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida.

Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa."

NITERÓI-BY JORGE CASTRO

FOTOS DO JARDIM BOTÂNICO

OBRAS DE TARSILA DO AMARAL

CARNAVAL EM MADUREIRA

ABAPORU

PESCADOR

OVO

ANJOS

OBRAS DE ROMERO BRITTO

CELEBRATION

FLOWERS GREEN

BUTTERFLY

BRITTO JARDIM

FUN PASSION

A NEW DAY

HUG TOO

TONIGHT

LATIN GRAMMY

AT HOME

BIRD

ANGEL

ATRÁS DOS ARBUSTOS

ABAPORU

CACHORRO AZUL

BRITTO KIDS

A PERFECT DAY

IMAGENS INESQUECÍVEIS

MEU NOME É RÁDIO

Texto de Hélio Ribeiro escrito para a Rádio Excelsior
no Dia do Rádio em 1989.
"Meu nome é rádio, minha mãe é dona Ciência, meu pai é Marconi.
Sou descendente longínquo do telégrafo, sou o pai da televisão.
Fisicamente sou um ser eletrônico.
Meu cérebro foi formado por válvulas, minhas artérias são fios por onde corre o sangue da palavra.
Meus pulmões são tão fortes que consigo falar com pessoas dos mais distantes pontos deste pequeno planeta chamado Terra.
Minha vitamina tem o nome de kilowatt. Quanto mais kilowatts me dão, mais forte eu fico e mais longe eu falo.
Hoje, graças as baterias que me alimentam eu posso simultaneamente levar informações aos contrafortes das cordilheiras, às barrancas dos rios, ao interior de veículos que trafegam no centro nervoso das grandes cidades, à beira plácida dos lagos, à cabeceira dos doentes nos hospitais, aos operários nas fábricas, aos executivos nos escritórios, aos idosos que vivem só e às crianças que só vivem.
Eu falo aos religiosos, aos ateus, às freiras, às prostitutas, aos atletas, aos torcedores, aos presos, aos carcereiros, banqueiros, devedores. Falo aos estudantes e professores...
Seja você quem for, eu chego lá, onde quer que você esteja!
Ao meu espírito resolveram chamar "ondas".
Eu caminho invisível pelo espaço para oferecer ao povo a palavra, a palavra nossa de cada dia.
Mas estou sempre sujeito a cair em tentação e às vezes não consigo me livrar de todo o mal.
Quando eu nasci, meu pai me disse que eu tinha uma missão: ajudar a fazer o mundo melhor, entrelaçando os povos de todas as partes deste planeta.
Meu nome é rádio.
Eu não envelheço, me atualizo.
Materialmente eu sou aperfeiçoado a cada dia que passa.
As grandes válvulas do meu cérebro foram substituídas por minúsculos componentes eletrônicos.
Os satélites de comunicação, gigantescos engenhos girando na órbita deste planeta, permitem hoje que eu seja mais universal, mais dinâmico e menos complicado, como o meu pai Marconi queria que eu fosse.
Minha forma técnica tem sido aperfeiçoada a milhares de anos luz, mas eu acho que no todo, o meu conteúdo ainda necessita ser burilado e melhorado, e trabalhado e aperfeiçoado.
Tenho noção, mas eu já perdi a conta, do número de pessoas que eu ajudei indicando caminho, devolvendo a esperança, anulando a tristeza, conseguindo remédios, sangue, documento perdido, divulgando nascimentos e passamentos.
Mas eu não sou tão sério assim como eu posso estar parecendo.
Na verdade, um dos meus principais interesses é fazer com que as pessoas vivam mais alegres.
Por isso, passo grande parte do meu tempo ensinando as pessoas a cantar e a dançar, minha grande vontade é a de ser amigo, sempre.
O amigo que todos gostariam de ter: útil nas horas sérias, alegre nas brincadeiras e responsável... sempre!
No esporte tô sempre em cima do lance; nos dois lados da rede das bolinhas de tênis ou de voleibol, e lá vem bola, na área do futebol, jogou na cesta tô lá, nadou, pulou, saltou, pegou, virou, driblou...
Pode ser no pequeno clube da periferia ou nos grandes estádios Olímpicos.
Tenho noção de minha força política. Com uma notícia que dou, eu posso ajudar a eleger o diretor de um clube ou derrubar um presidente.
Entendo minha grande responsabilidade de agente acelerador das modificações sociais.
E morro de medo, que me transformem em um mentiroso alienador.
Sem querer ser vaidoso, eu posso até afirmar que se eu não tivesse nascido, o mundo não seria o mesmo.
Meu nome é rádio.
Eu não quero ser mal entendido.
Eu sou apenas um instrumento.
Para fazer tudo isso que eu disse que faço eu preciso de uma equipe, de seres humanos, humanos!
Que não tenham medo do trabalho, que entendam de alegria, emoções, fraternidade, que saibam sentir o pulso do campo e o coração da grande cidade.
E que tenham noção básica de que tudo aquilo que fazemos é para conquistar ouvidos e melhorar pessoas.
O que jamais conseguiremos, se nos esquecemos, que a minha existência se deve ao número dos que me ouvem.
O rádio vale pelo volume e a qualidade dos seus ouvintes.
Eu poderia fazer muito mais, mas as vezes falta dinheiro pra fazer tudo aquilo que eu quero.
Eu sei que posso realizar o sonho do meu pai e mudar o mundo pra melhor.
Outro dia fiquei muito triste quando ouvi um tal de Hélio Ribeiro dizer que eu, o rádio, sou "a maior oportunidade perdida de melhorar o mundo".
Eu sou apenas um instrumento.
Eu preciso de gente que me entenda, me respeite e que me ajude a cumprir a minha missão.

Ah, com alegria, muita alegria... Se possível. "

[Hélio Ribeiro, 1935 – 2000]

CÓDIGO DE ÉTICA DOS JORNALISTAS BRASILEIROS

Capítulo I - Do direito à informação
Art. 1º O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros tem como base o direito fundamental do cidadão à informação, que abrange seu o direito de informar, de ser informado e de ter acesso à informação.
Art. 2º Como o acesso à informação de relevante interesse público é um direito fundamental, os jornalistas não podem admitir que ele seja impedido por nenhum tipo de interesse, razão por que:
I - a divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente de sua natureza jurídica - se pública, estatal ou privada - e da linha política de seus proprietários e/ou diretores.
II - a produção e a divulgação da informação devem se pautar pela veracidade dos fatos e ter por finalidade o interesse público;
III - a liberdade de imprensa, direito e pressuposto do exercício do jornalismo, implica compromisso com a responsabilidade social inerente à profissão;
IV - a prestação de informações pelas organizações públicas e privadas, incluindo as não-governamentais, é uma obrigação social.
V - a obstrução direta ou indireta à livre divulgação da informação, a aplicação de censura e a indução à autocensura são delitos contra a sociedade, devendo ser denunciadas à comissão de ética competente, garantido o sigilo do denunciante.
Capítulo II - Da conduta profissional do jornalista
Art. 3º O exercício da profissão de jornalista é uma atividade de natureza social, estando sempre subordinado ao presente Código de Ética.
Art. 4º O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, razão pela qual ele deve pautar seu trabalho pela precisa apuração e pela sua correta divulgação.
Art. 5º É direito do jornalista resguardar o sigilo da fonte.
Art. 6º É dever do jornalista:
I - opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos;
II - divulgar os fatos e as informações de interesse público;
III - lutar pela liberdade de pensamento e de expressão;
IV - defender o livre exercício da profissão;
V - valorizar, honrar e dignificar a profissão;
VI - não colocar em risco a integridade das fontes e dos profissionais com quem trabalha;
VII - combater e denunciar todas as formas de corrupção, em especial quando exercidas com o objetivo de controlar a informação;
VIII - respeitar o direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem do cidadão;
IX - respeitar o direito autoral e intelectual do jornalista em todas as suas formas;
X - defender os princípios constitucionais e legais, base do estado democrático de direito;
XI - defender os direitos do cidadão, contribuindo para a promoção das garantias individuais e coletivas, em especial as das crianças, dos adolescentes, das mulheres, dos idosos, dos negros e das minorias;
XII - respeitar as entidades representativas e democráticas da categoria;
XIII - denunciar as práticas de assédio moral no trabalho às autoridades e, quando for o caso, à comissão de ética competente;
XIV - combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza.
Art. 7º O jornalista não pode:
I - aceitar ou oferecer trabalho remunerado em desacordo com o piso salarial, a carga horária legal ou tabela fixada por sua entidade de classe, nem contribuir ativa ou passivamente para a precarização das condições de trabalho;
II - submeter-se a diretrizes contrárias à precisa apuração dos acontecimentos e à correta divulgação da informação;
III - impedir a manifestação de opiniões divergentes ou o livre debate de idéias;
IV - expor pessoas ameaçadas, exploradas ou sob risco de vida, sendo vedada a sua identificação, mesmo que parcial, pela voz, traços físicos, indicação de locais de trabalho ou residência, ou quaisquer outros sinais;
V - usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime;
VI - realizar cobertura jornalística para o meio de comunicação em que trabalha sobre organizações públicas, privadas ou não-governamentais, da qual seja assessor, empregado, prestador de serviço ou proprietário, nem utilizar o referido veículo para defender os interesses dessas instituições ou de autoridades a elas relacionadas;
VII - permitir o exercício da profissão por pessoas não-habilitadas;
VIII - assumir a responsabilidade por publicações, imagens e textos de cuja produção não tenha participado;
IX - valer-se da condição de jornalista para obter vantagens pessoais.
Capítulo III - Da responsabilidade profissional do jornalista
Art. 8º O jornalista é responsável por toda a informação que divulga, desde que seu trabalho não tenha sido alterado por terceiros, caso em que a responsabilidade pela alteração será de seu autor.
Art 9º A presunção de inocência é um dos fundamentos da atividade jornalística.
Art. 10. A opinião manifestada em meios de informação deve ser exercida com responsabilidade.
Art. 11. O jornalista não pode divulgar informações:
I - visando o interesse pessoal ou buscando vantagem econômica;
II - de caráter mórbido, sensacionalista ou contrário aos valores humanos, especialmente em cobertura de crimes e acidentes;
III - obtidas de maneira inadequada, por exemplo, com o uso de identidades falsas, câmeras escondidas ou microfones ocultos, salvo em casos de incontestável interesse público e quando esgotadas todas as outras possibilidades de apuração;
Art. 12. O jornalista deve:
I - ressalvadas as especificidades da assessoria de imprensa, ouvir sempre, antes da divulgação dos fatos, o maior número de pessoas e instituições envolvidas em uma cobertura jornalística, principalmente aquelas que são objeto de acusações não suficientemente demonstradas ou verificadas;
II - buscar provas que fundamentem as informações de interesse público;
III - tratar com respeito todas as pessoas mencionadas nas informações que divulgar;
IV - informar claramente à sociedade quando suas matérias tiverem caráter publicitário ou decorrerem de patrocínios ou promoções;
V - rejeitar alterações nas imagens captadas que deturpem a realidade, sempre informando ao público o eventual uso de recursos de fotomontagem, edição de imagem, reconstituição de áudio ou quaisquer outras manipulações;
VI - promover a retificação das informações que se revelem falsas ou inexatas e defender o direito de resposta às pessoas ou organizações envolvidas ou mencionadas em matérias de sua autoria ou por cuja publicação foi o responsável;
VII - defender a soberania nacional em seus aspectos político, econômico, social e cultural;
VIII - preservar a língua e a cultura do Brasil, respeitando a diversidade e as identidades culturais;
IX - manter relações de respeito e solidariedade no ambiente de trabalho;
X - prestar solidariedade aos colegas que sofrem perseguição ou agressão em conseqüência de sua atividade profissional.
Capítulo IV - Das relações profissionais
Art. 13. A cláusula de consciência é um direito do jornalista, podendo o profissional se recusar a executar quaisquer tarefas em desacordo com os princípios deste Código de Ética ou que agridam as suas convicções.
Parágrafo único. Esta disposição não pode ser usada como argumento, motivo ou desculpa para que o jornalista deixe de ouvir pessoas com opiniões divergentes das suas.
Art. 14. O jornalista não deve:
I - acumular funções jornalísticas ou obrigar outro profissional a fazê-lo, quando isso implicar substituição ou supressão de cargos na mesma empresa. Quando, por razões justificadas, vier a exercer mais de uma função na mesma empresa, o jornalista deve receber a remuneração correspondente ao trabalho extra;
II - ameaçar, intimidar ou praticar assédio moral e/ou sexual contra outro profissional, devendo denunciar tais práticas à comissão de ética competente;
III - criar empecilho à legítima e democrática organização da categoria.
Capítulo V - Da aplicação do Código de Ética e disposições finais
Art. 15. As transgressões ao presente Código de Ética serão apuradas, apreciadas e julgadas pelas comissões de ética dos sindicatos e, em segunda instância, pela Comissão Nacional de Ética.
§ 1º As referidas comissões serão constituídas por cinco membros.
§ 2º As comissões de ética são órgãos independentes, eleitas por voto direto, secreto e universal dos jornalistas. Serão escolhidas junto com as direções dos sindicatos e da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), respectivamente. Terão mandatos coincidentes, porém serão votadas em processo separado e não possuirão vínculo com os cargos daquelas diretorias.
§ 3º A Comissão Nacional de Ética será responsável pela elaboração de seu regimento interno e, ouvidos os sindicatos, do regimento interno das comissões de ética dos sindicatos.
Art. 16. Compete à Comissão Nacional de Ética:
I - julgar, em segunda e última instância, os recursos contra decisões de competência das comissões de ética dos sindicatos;
II - tomar iniciativa referente a questões de âmbito nacional que firam a ética jornalística;
III - fazer denúncias públicas sobre casos de desrespeito aos princípios deste Código;
IV - receber representação de competência da primeira instância quando ali houver incompatibilidade ou impedimento legal e em casos especiais definidos no Regimento Interno;
V - processar e julgar, originariamente, denúncias de transgressão ao Código de Ética cometidas por jornalistas integrantes da diretoria e do Conselho Fiscal da FENAJ, da Comissão Nacional de Ética e das comissões de ética dos sindicatos;
VI - recomendar à diretoria da FENAJ o encaminhamento ao Ministério Público dos casos em que a violação ao Código de Ética também possa configurar crime, contravenção ou dano à categoria ou à coletividade.
Art. 17. Os jornalistas que descumprirem o presente Código de Ética estão sujeitos às penalidades de observação, advertência, suspensão e exclusão do quadro social do sindicato e à publicação da decisão da comissão de ética em veículo de ampla circulação.
Parágrafo único - Os não-filiados aos sindicatos de jornalistas estão sujeitos às penalidades de observação, advertência, impedimento temporário e impedimento definitivo de ingresso no quadro social do sindicato e à publicação da decisão da comissão de ética em veículo de ampla circulação.
Art. 18. O exercício da representação de modo abusivo, temerário, de má-fé, com notória intenção de prejudicar o representado, sujeita o autor à advertência pública e às punições previstas neste Código, sem prejuízo da remessa do caso ao Ministério Público.
Art. 19. Qualquer modificação neste Código só poderá ser feita em congresso nacional de jornalistas mediante proposta subscrita por, no mínimo, dez delegações representantes de sindicatos de jornalistas.
Vitória, 04 de agosto de 2007.
Federação Nacional dos Jornalistas

CARNAVAL 2016-G.R.B.C. ELES QUE DIGAM LANÇA SINOPSE DO ENREDO “HERÓI DE FANTASIA, PERSONAGEM DA IMAGINAÇÃO”

 

LOGO 1ELES QUE DIGAM MÍDIA SINOPSE I

ELES QUE DIGAM MÍDIA SINOPSE II

 

OPORTUNISMO POLÍTICO

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    A eleição é uma avaliação qualitativa onde elegemos representantes para assumir cargos públicos. Assim, afirmamos que eles são os mais bem preparados dentre todos, de acordo com os nossos pré – conceitos. A presidente Dilma foi legalmente eleita para exercer seu mandato até o final. Portanto, qualquer tentativa de impeachment é, meramente, uma ação oportunista de se chegar ao poder golpeando o exercício democrático da maioria da população que a elegeu.

     O sentimento de defesa do mandato independe da ideologia do grupo político que foi eleito. Mesmo que não concordemos com as ideias apresentadas, quando nos colocamos diante de um fato ou situação e o relatamos como ele o é, esta versão é a verdade. Ela também pode ser deturpada voluntariamente, corrompendo a verdade, ou seja, transformando-se em uma mentira. Por outro lado, ela também pode ser erroneamente interpretada por pontos de vistas individuais, ingênuos ou desinformados – neste caso, facilmente manipulados.

     Manifestações são saudáveis para que os inquilinos do poder tenham sempre em mente que eles estão no poder, eles não são o poder. Certa vez, em seu discurso, Juscelino Kubitschek ressaltou, após ser vaiado: “feliz é o povo que pode vaiar seu presidente”. Em seguida, foi aplaudido de pé. Alguns formadores de opinião andam descrevendo que “panelaço” é coisa de elite branca da varanda gourmet. Penso que eles deveriam se envergonhar de suas pautas, pois estes cidadãos que participam dos “panelaços” são os que costumam dar audiência aos seus programas, e possivelmente, em um ato racional, podem começar a ficar irritados com estas declarações.

     Povo brasileiro, cuidado com o que querem que você acredite. Já vimos várias vezes este filme. Em 1961, com a renúncia do presidente eleito pelo voto direto, Jânio Quadros, o país, por meio indireto do Congresso Nacional, instituiu o sistema parlamentarista, onde o presidente João Goulart tomou posse, preservando a ordem constitucional, mas parte de seu poder foi transferida para o primeiro ministro Tancredo Neves, chefe de governo. Logo em seguida, o sistema foi rejeitado pelo povo por meio de um plebiscito, restaurando-se o presidencialismo.

     Em 1964, os militares depuseram João Goulart e instauraram o regime militar que permaneceu ate 1979 com eleições indiretas, sem a participação popular.

    Em 1990, com o retorno da democratização e eleições diretas, assumiu a presidência, eleito pela vontade popular, sob a manipulação e edição das informações, Fernando Collor.

   A alternância entre os sistemas e formas de governo é, mesmo apresentando características antagônicas, o reflexo da pressão popular, filtrado pelas elites para que não percam o poder. Mesmo na democracia direta e constatada na indireta ou representativa, existe um abismo entre a teoria e a prática do conceito de que: a política é a arte de governar sobrepondo-se os interesses públicos, aos privados.

     Portanto, independente de concordar ou não com as ações tomadas pelo grupo político atual, devemos estar bem antenados para que os oportunistas de plantão que se vestem de cordeiro para sobreviver, não utilizem o povo, mais uma vez, como massa de manobra, repetindo a parafernália do impeachment mais recente da nossa história. É bom ter em mente que o melhor detergente que há no mundo é o sol. E cuidado, algoz de político corrupto não é outro político, é a manifestação do voto decidindo a alternância de poder.

Jornalista Jorge Castro

APOSENTADORIA-CÂMARA APROVA NOVA REGRA

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     Câmara dos Deputados aprova  emenda à Medida Provisória 664 de 2014 que cria uma alternativa ao fator previdenciário. O texto aprovado cria a regra 85/95. Na prática, ele permite que a mulher receba a aposentadoria em valor integral quando a soma de sua idade +30 anos de contribuição, der 85. E, no caso do homem, a soma da idade +35 anos de contribuição, somar 95. Para os professores, haveria diminuição de 10 anos nesses totais. O fator previdenciário, instituído em 1999, reduz drasticamente a aposentadoria de quem se aposenta com menos de 65 para os homens e 60 para as mulheres, independente de terem contribuído por 35 anos.

     Segundo o texto aprovado, a aposentadoria passaria a ser calculada da seguinte forma: uma mulher com 55 anos e 30 de contribuição, somaria 85 anos, se aposentando com salário integral em relação ao salário de contribuição, sem ser afetada pelo fator previdenciário. Pela regra atual, se esta contribuinte quisesse se aposentar antes dos 60 anos, ela teria sua aposentadoria reduzida. Um homem com 60 anos e 35 de contribuição, somaria 95 anos, e também se aposentaria com o salário integral.

     Vale ressaltar que o texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado e sancionado pela presidente Dilma Rousseff.

EMPREGOS EM GRUPOS DE REDES SOCIAIS

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     O país parece navegar por “mares nunca dantes navegados”. Entretanto, alguns grupos fechados de redes sociais divulgam oportunidades de emprego que não aparecem em classificados. Esta é uma ótima oportunidade de garantir uma vaga no mercado de trabalho. Confira e boa sorte!

EMPREGOS PRA ONTEM

OPORTUNIDADES NO RIO

SÓCRATES-VERDADE, BONDADE E NECESSIDADE

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Certa vez, um homem procurou Sócrates e disse-lhe:

-Preciso contar-lhe algo sobre alguém! Você não imagina o que me contaram  a respeito do…

Nem bem o homem chegou a terminar a frase, Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:

-Espere um pouco. O que você vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras?

-Peneiras? Que peneiras?

-Sim. A primeira é a da verdade. Você tem certeza de que o que você vai me contar é absolutamente verdadeiro?

-Não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram!

-Então suas palavras já vazaram a primeira peneira. Vamos então para a segunda peneira: a da bondade. O que vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?

-Não. Absolutamente, não!

-Então suas palavras vazaram, também,  a segunda peneira: a da bondade. Vamos agora para a terceira peneira: a da necessidade. Você acha mesmo necessário contar-me este fato, ou mesmo, passá-lo  adiante? Resolve alguma coisa? Ajuda alguém ou melhora alguma coisa?

-Não…

Passando pelo crivo das três peneiras, o homem compreendeu que nada lhe restaria para contar. Então, Sócrates sorriu e concluiu:

-Quando tiver alguma coisa para contar, passe antes pelo crivo das três peneiras. Se tanto eu, quanto você e os outros formos nos beneficiar: conte. Caso contrário, esqueça e enterre. Será uma fofoca a menos para fomentar a discórdia entre os irmãos e envenenar o ambiente. Devemos ser sempre a estação final de qualquer comentário infeliz! Da próxima vez que ouvir algo, antes de ceder ao impulso de passá-lo adiante, submeta-o ao crivo das três peneiras porque:

Pessoas sábias falam sobre ideias;

Pessoas comuns falam sobre coisas;

Pessoas medíocres falam sobre pessoas.

ESCOLA DE SAMBA DO RIO É PATRIMÔNIO DO POVO

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        Passado o calor da apuração dos desfiles das escolas de samba e observados os posicionamentos das torcidas, dos intérpretes, diretores, carnavalescos, comentaristas e presidentes das escolas, é cada vez mais presente a sensação de que quanto mais se conhece os fatos, mais chances temos de entendê-los e não repeti-los num futuro próximo. Ou seja, tudo fica como está até a hora que se resolve mudar. Todos sabemos que não existe campeã antes da apuração e que favoritismo pode atrapalhar mais do que ajudar. Além disso, os seres humanos são diferentes, agem diferentes e pensam diferentes uns dos outros, portanto ideias que se transformam em pensamentos e são materializadas em fantasias e carros-alegóricos podem não ser bem entendidas por um grupo de pessoas denominadas de jurados. Apesar de serem representantes da aclamação popular de foliões que prestigiam e gastam antes, durante e depois do carnaval, sendo os únicos que não podem ser decepcionados, traídos ou enganados, caso contrário, não há espetáculo, julgamento e campeã, parte desses julgadores comporta-se como a maioria dos políticos brasileiros, uma vez eleitos para representar a vontade popular, colocam suas concepções e percepções individuais acima do conhecimento vulgar – obtido na vida cotidiana, fundamentado nas experiências vividas do dia a dia e passado de geração para geração.

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     Hoje, presenciamos uma verdadeira guerra fria, subliminar ou porque não dizer, direta e objetiva também, entre torcedores e admiradores das agremiações. Uma competição de “buracos” e “correria” que poderia até ser premiada na quarta-feira. Ao contrário do que se via nas décadas de 80 e 90, quando os dirigentes externavam seus sentimentos com ânimos exaltados, lágrimas nos olhos e desabafos – muitas vezes exagerados – hoje, compreensíveis diante dos resultados apresentados, uma espécie de conformismo educado que pode ser traduzido como politicamente correto. Com a rara exceção da primeira colocada, cujos componentes e dirigentes sempre manifestam o ontem, o hoje e o possível futuro com retidão de sentimentos.

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     Patrocínios são questionados como justificativas de belas ou péssimas performances, e com toda imparcialidade que me cabe neste momento, se for para questionar, devemos começar pela origem de todos os patrocínios, desde os primórdios dos anos 30. Governos, militares, instituições públicas, contraventores e iniciativa privada financiaram e ainda continuam financiando muitos carnavais. Não podemos ter dois pesos e duas medidas. Evidentemente, que não estão em discussão as máculas de um ditador e o sofrimento de um povo explorado, embora rico culturalmente. Aliás, situação muito similar a que vivemos aqui no Brasil, guardadas as devidas proporções. Afinal, a verdade tem várias versões e é completamente mutável, dinâmica.

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     Comentaristas cometem excessos ao discorrer sobre possíveis erros de uma única escola, sempre batendo na tecla de que os jurados vão retirar décimos preciosos. Artistas que, comprovadamente só frequentam as quadras, ás vésperas do carnaval, posicionam-se como defensores dos fracos e oprimidos, defendendo “suas escolas” como as únicas a possuir uma harmonia impecável ou serem detentoras de uma comunidade presente aos ensaios. Ora, ora, todas as comunidades se fazem presentes aos ensaios, exaustivamente. Todos os presidentes de harmonia são dedicados e trabalham – repito – exaustivamente para  apresentarem no dia do desfile a tão sonhada perfeição.

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     O fato é que a manifestação de opiniões e pontos de vista são extremamente importantes para o aprimoramento do maior espetáculo do mundo ao ar livre. A discordância é saudável e promissora, pois o silêncio é uma covardia característica dos fracos, dos facilmente sugestionados. Todas as escolas apresentam carnavais subjetivos, baseados nos aprendizados acumulados por seus mentores ao longo de suas vidas, entretanto são instituições sólidas, comprometidas com suas comunidades – os homens passam. Todas merecem nosso respeito e admiração, independente de apoiarmos ou não o resultado final. Todas manifestam um hiato popular momentâneo do inconsciente cultural coletivo.

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        Enredos afros são apresentados com grandiosidade e criatividade, carnavalescos são homenageados, águias são apresentadas como redentoras da cidade, padrões de beleza pré-determinados são debochadamente criticados, mulheres são homenageadas com muito samba no pé e canto no gogó, sabores e delícias deixam os olhos embargados, cartas tornam-se objetos de comunicação e desejos são realizados no último dia da existência humana. Aproveitando, gostaria de saber onde está a imoralidade dos peladões que se apresentaram dentro do contexto do enredo? Amanhã é outro dia, pode chover e o telhado de vidro pode estar quebrado.

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        Por fim, para que estes “insights” – intuições transformadas em grandes ideias – sejam julgados com a parcimônia da isenção, é necessário maturidade e respeito aos resultados apresentados, tendo como esperança um próximo ano de disputa acirrada, cheio de emoções, discordâncias e novas campeãs morais e de fato! O sucesso é a consequência da capacidade de desejar, realizar, transformar, vencer obstáculos e mudar pensamentos.

Jorge Castro

ELEIÇÕES -2014 -CALENDÁRIO ELEITORAL

images5 DE JULHO DE 2014
Último dia para os partidos políticos pedirem o registro dos candidatos ao TRE.

6 JULHO DE 2014
Passa a ser permitida a realização de propaganda eleitoral.

15 JULHO a 21 AGOSTO DE 2014
Período para se habilitar ao voto em trânsito.

6 AGOSTO de 2014
Último dia para o eleitor que estiver fora do seu domicílio eleitoral requerer a segunda via do Título de Eleitor.

19 DE AGOSTO de 2014
Início da veiculação de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.

3 DE SETEMBRO DE 2014
Último dia para os candidatos, os partidos políticos ou coligações substituírem a foto e/ou os dados que serão usados na urna eletrônica.

6 DE SETEMBRO DE 2014
Data que será divulgado pela Justiça Eleitoral o relatório dos recursos em dinheiro recebidos pelos partidos políticos para financiamento da campanha eleitoral.

20 DE SETEMBRO DE 2014
A partir dessa data, nenhum candidato pode ser preso, salvo em flagrante delito.

25 DE SETEMBRO DE 2014
Último dia para o eleitor requerer a segunda via do Título Eleitoral dentro do seu domicílio eleitoral.

2 DE OUTUBRO DE 2014
Último dia da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.

3 DE OUTUBRO DE 2014
Último dia para divulgação paga de propaganda eleitoral.

5 DE OUTUBRO DE 2014
Primeiro turno.
Jorge Castro

26 DE OUTUBRO DE 2014

Segundo turno.

ELEIÇÕES 2014-REGRAS DA PROPAGANDA ELEITORAL

    Imagem1   A partir de 6 de julho de 2014, é permitida a propaganda eleitoral dos candidatos a presidente da República, governador, senador, deputado federal, deputado estadual e distrital. Partidos, coligações e candidatos precisam estar atentos à legislação e às condutas proibidas na campanha eleitoral.

     Por exemplo, a realização de qualquer ato de propaganda eleitoral ou partidária, em local aberto ou fechado, não depende de licença da polícia. No entanto, são proibidos na campanha propaganda em outdoors, showmícios ou eventos assemelhados para a promoção de candidatos, e a apresentação, remunerada ou não, de artistas com o objetivo de animar comício e reunião eleitoral.

     São vedadas também a produção, uso e distribuição, por comitê ou candidato, de brindes, camisetas, chaveiros, bonés, canetas, cestas básicas ou outros bens ou materiais que possam proporcionar vantagem ao eleitor. Aquele que desrespeitar essas proibições pode responder por prática de compra de votos, emprego de propaganda proibida e, se for o caso, por abuso de poder.

     Não é permitido também qualquer tipo de propaganda eleitoral nos bens públicos, de uso comum, como postes de iluminação, sinais de trânsito, viadutos, passarelas, pontes, paradas de ônibus, entre outros, ou naqueles cujo uso dependa do poder publico.

     A propaganda eleitoral em bens particulares está liberada e independe de licença municipal e de autorização da Justiça Eleitoral. Mas a propaganda não pode exceder o limite de 4m² e nem contrariar a legislação eleitoral. Essa propaganda deve ser espontânea e gratuita, sendo proibido qualquer tipo de pagamento em troca do espaço utilizado.

     Durante a campanha, é permitida a colocação de cavaletes, bonecos, cartazes e mesas para distribuição de material de campanha e bandeiras ao longo das vias públicas. Porém, esses artefatos devem ser móveis e não podem dificultar o trânsito de pessoas e veículos. Essa mobilidade se caracteriza pela colocação e retirada desses materiais das 6h às 22h.

     A legislação eleitoral assegura ainda aos partidos ou às coligações a possibilidade de inscrição, na fachada dos seus comitês e demais unidades, do nome que os designe, da coligação ou do candidato, respeitado o tamanho máximo de 4m² de propaganda, entre outros direitos.

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PROPAGANDA NA INTERNET

     A propaganda eleitoral pela internet está autorizada a partir do dia 6 de julho do ano eleitoral. Essa propaganda é permitida nos sites do candidato, do partido ou coligação, com endereços eletrônicos informados à Justiça Eleitoral e hospedados, direta ou indiretamente, em provedor de serviço de internet situado no Brasil.

     É proibido na internet qualquer tipo de propaganda eleitoral paga. A propaganda eleitoral não é permitida, ainda que de forma gratuita, em sites de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos, e em sites oficiais ou hospedados por órgãos ou entidades da Administração Pública direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios.

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PROPAGANDA NA IMPRENSA

     Até a antevéspera das eleições, a legislação eleitoral permite a divulgação paga na imprensa escrita de até dez anúncios de propaganda eleitoral, por veículo, em datas diversas, para cada candidato. No entanto, o espaço máximo por edição deve ser de um oitavo de página de jornal padrão e de um quarto de página de revista ou tabloide. No caso, pode haver a reprodução na internet do jornal impresso. O anúncio deve trazer, de forma visível, o valor pago pela inserção.

     Está autorizada a reprodução na internet das páginas do jornal impresso, desde que seja feita no site do próprio jornal, independentemente do seu conteúdo. No entanto, deve ser respeitado integralmente o formato gráfico e o conteúdo editorial da versão impressa.

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PROPAGANDA NO RÁDIO E NA TELEVISÃO

     Desde o resultado da convenção partidária, que deve ser realizada de 10 a 30 de junho do ano eleitoral, as emissoras de rádio e televisão estão proibidas de transmitir programa apresentado ou comentado por candidato escolhido em convenção, entre outras restrições.

      Os debates transmitidos por emissora de rádio ou televisão serão realizados segundo as regras estabelecidas por acordo feito entre os partidos políticos e a emissora, dando-se conhecimento à Justiça Eleitoral.

COPA, OLIMPÍADA E LIXO

     A cidade se mobiliza, o país para, o trânsito dá um nó e os cidadãos, principalmente, dos subúrbios do Rio de Janeiro gostariam de entender como uma cidade, sede da próxima Olimpíada e palco da final da Copa do Mundo, tem como pano de fundo cenas como estas. Se metade das delegações estrangeiras e  Chefes de Estado e de Governo passassem pela Linha Vermelha – no trecho compreendido entre a Ilha do Governador e São João do Meriti – teriam uma síncope, e retornariam imediatamente aos seus países de origem.  As fotos abaixo são do rio Pavuna que desemboca na baía de Guanabara. Antes de firmarmos compromissos que englobam nações, o dever de casa deve estar feito. Como uma cidade com problemas tão crônicos tem a ousadia de sediar eventos internacionais? Com a palavra, as autoridades de plantão.

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“DO ESCAMBO AO SHOPPING, A HISTÓRIA DO COMÉRCIO BRASILEIRO”

     LOGOS DIVERSAS

     O escambo, que parece uma forma de exploração, é na verdade uma troca entre indivíduos, sem a presença da moeda.
A história do comércio no Brasil será mostrada de forma irreverente. Passeando pela historia, desde o troca-troca entre os índios e portugueses, à invasão dos franceses e a chegada da família real portuguesa com a abertura dos portos às nações amigas.
O enredo apresenta o sal como moeda de comercialização, sua substituição pela moeda portuguesa, a criação da primeira moeda brasileira e as formas atuais de negociações.
Paralelamente,  são apresentados todos os tipos de comércio, do informal aos dos grandes shopping centers.


Jorge Castro

MÉIER NOS TRILHOS DA HISTÓRIA

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     No início do século XVIII, os Jesuítas, que pertenciam a Ordem da Companhia de Jesus, eram os proprietários das terras ao redor da Cidade do Rio de Janeiro, mais conhecidas como os subúrbios. Eles administravam os Engenhos de Dentro e Novo, na produção de melaço e açúcar que eram exportados para a Europa.

     Em 1760, Marques de Pombal, Ministro da Guerra e do Exterior de Portugal, decretou a expulsão dos Jesuítas do Brasil. Em nome da coroa, as terras foram confiscadas, desmembradas e doadas aos amigos de D João VI e da rainha mãe, Dona Maria I.

     Em 1808, D João VI chegou ao Brasil e em nome da amizade e lealdade, doou parte dessas terras, ao seu amigo Miguel João Meyer, um português, cujo sobrenome Meyer, ascendia dos alemães.Na corte, o senhor Meyer era mais conhecido como Camarista Meyer, pois possuía livre acesso as câmaras do Paço Imperial.

     O tempo passou…

    Vieram, D Pedro I, a Independência, D Pedro II e seu amigo fiel, filho do Camarista, Augusto Duque Estrada Meyer. Mais uma vez, em nome da amizade e lealdade, a história se repetiu. D Pedro II doou ao seu amigo, as terras que iam do Estácio, até a entrada da serra de Jacarepaguá. Hoje conhecidas como Bairros do Benfica, Riachuelo, Sampaio, Boca do Mato e Lins de Vasconcelos.

     Em 1858, foi inaugurada a Estrada de Ferro D Pedro II. Existiam, apenas, cinco estações:
Corte – Quinta Imperial
Engenho Novo – Venda Imperial
Cascadura
Maxambomba – Nova Iguaçu
Queimados

    Em 13 de maio de 1889, a poucos meses da futura Proclamação da Republica, foi inaugurada a estação do Meyer. Com a estação, fundou-se o bairro do Meyer.

     Em 1954, foi inaugurada a maior sala de projeção da América Latina com 2400 lugares: o Imperator.

     Em 1965, foi inaugurado o primeiro shopping do Brasil: o shopping do Méier.

     Terra da Basílica de Nossa Senhora das Dores, do prédio do Quartel do Corpo de Bombeiros, do Jardim do Méier, do lambe-lambe de Aracy de Almeida, João Nogueira e Lima Barreto que imortalizou o bairro com a frase: “É o Méier o orgulho dos subúrbios e dos suburbanos”.

     Pelos trilhos, pelas ruas. Pela história, modernidade, religiosidade. Pela evolução, pela urbanização. A capital do subúrbio faz parte da história da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Jorge Castro

O ARGUMENTO É A RESPOSTA A CRITICA

PH00646     Por ser um setor da sociedade onde se discutem as necessidades do homem, de forma argumentativa e discursiva, onde são levados em consideração os anseios comuns a todos, a esfera pública torna-se um instrumento produtor de ideias que são analisadas pelos vários grupos sociais. O melhor argumento sobrepõe-se aos interesses individuais dos participantes e, consequentemente, é transformado em discurso de debate com o conhecimento público, tornando-se assim, um mecanismo de defesa da sociedade.

     A Internet é um campo sem limites, é uma área sem controle de ideologias, tanto na busca como na divulgação das informações. Restrições e cuidados com relação ao seu uso, como a falta de capacidade e conhecimento dos usuários é normal, assim como, em outras épocas houve com o telefone, o rádio e a televisão.
As notícias não deixarão de ajudar na construção da realidade, simplesmente, por que algum leitor discorde em favor da defesa pessoal da sua opinião. As informações são e sempre serão divulgadas, goste você ou não. Cabe aos leitores, espectadores e internautas filtrarem os conteúdos de acordo com suas percepções.

     Sendo assim, a liberdade de opinião não deve ofender pessoas supostamente esclarecidas e vale lembrar que vivemos em um Estado de Direitos, e todos, absolutamente todos, têm estes direitos. Subjugar ou descaracterizar posições, indivíduos, instituições e ideias é uma atitude antidemocrática que não combina com a elevação intelectual. A não ser, que os pensamentos funcionem, realmente, como propaganda dos interesses das elites e grupos econômicos que impõem a supremacia dos grupos midiáticos. Discorde de ideias, não das pessoas. Ataque ideias, não as pessoas. Discuta posições antagônicas, não a personalidade ou formação acadêmica e moral. Os conceitos morais são pertinentes a cada indivíduo. Se para você, o roubo de uma flor do jardim do vizinho tem um peso diferente do roubo da verba da merenda de uma escola pública, apesar de discordar, respeito. Afinal, quem atira a primeira pedra é sempre quem tem telhado de vidro.

Jorge Castro

LINGUA

NOVAS FRONTEIRAS GEOGRÁFICAS DA EUROPA

Você conhece as novas fronteiras geográficas da Europa? Clique na imagem e teste seus conhecimentos.
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CRIADOR E CRIATURA-MOCIDADE INDEPENDENTE 1996

UM DOS DESFILES MAIS EMOCIONANTES DE TODOS OS TEMPOS

JORNALISTA-O PORTA-VOZ DO POVO

LOGO      O jornalista é o fiel da balança democrática, ele é o responsável pela distribuição de informações que podem modificar radicalmente ideias, atitudes e expectativas de futuro. O jornalista também é o responsável em preservar o passado histórico de fatos que podem ser relembrados quando necessário à evolução da sociedade, e, exemplificados como inadmissíveis em possíveis situações de retrocesso humano, político e social. No presente, ele se torna indispensável na busca da elucidação da verdade, do cumprimento da justiça e da redução das diferenças sociais no mundo. No que tange ao futuro, ele deve permanecer como um observador atento, pronto para entrar em ação sempre que sua palavra ou imagem forem necessárias na busca da apuração dos fatos.

Jorge Castro

APOSENTADOS E PENSIONISTAS, O QUE É PL Nº 4434/2008?

Imagem1      É um projeto de lei, proposto pelo senador Paulo Paim – PT/RS, aprovado no senado e encaminhado para aprovação da Câmara Federal. De acordo com a proposta, aposentados e pensionistas voltariam a receber seus proventos com o mesmo número de salários mínimos com que se aposentaram ou tiveram o benefício instituído. Além disso, teriam direito a receber os últimos 5 anos com base no mesmo reajuste, acabando definitivamente com a defasagem salarial entre ativos e inativos. Hoje, o PL nº 4434/2008 aguarda ser examinado pelo plenário da Câmara dos Deputados, mesmo sendo considerado prioritário. Segue o link direto para você entrar em contato com os deputados eleitos para restabelecer a justiça com os aposentados e pensionistas. Cobre ao deputado que você votou, este ano tem eleição, não basta reclamar com quem não resolve se faça presente e mostre a força do seu voto. Clique aqui http://www2.camara.leg.br/participe/fale-conosco/fale-com-o-deputado.

                          Jorge Castro

MEDICAMENTOS, DEPRESSÃO E BEBIDAS ISOTÔNICAS AUMENTAM TAXA DE GLICOSE

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     Alguns medicamentos, como antibióticos, descongestionantes que contêm pseudoefedrina ou fenilefrina, corticosteroides, diuréticos e antidepressivos também podem elevar a taxa de glicose no sangue. O açúcar no sangue aumenta à medida que seu corpo trabalha para combater uma doença, assim como, sentir-se deprimido ou infeliz no trabalho tem um preço. O corpo libera hormônios que podem elevar o açúcar no sangue. Isso é mais comum em pessoas com diabetes tipo 2, do que àquelas com diabetes tipo 1. Bebidas esportivas são projetadas para ajudar na reposição rápida dos líquidos, e algumas delas contêm tanto açúcar como os refrigerantes. Para um treino moderado de menos de uma hora, a água pura é, provavelmente, tudo o que você precisa. Após exercícios mais intensos, uma bebida isotônica pode ser apropriada. Para os diabéticos, é recomendável verificar com o médico se as calorias, carboidratos e sais minerais de uma bebida isotônica representam algum perigo. Estes são alguns dos cuidados necessários para não elevar a taxa de açúcar no sangue e manter a saúde em dia.

images     Chocolate, frutas vermelhas e vinho tinto são escudos contra o diabetes

     Já se sabia que os flavonoides eram anti-inflamatórios e anti-hemorrágicos que protegiam contra o câncer e auxiliavam na absorção da vitamina C. Uma pesquisa publicada no “Journal of Nutrition“ aumentou ainda mais a lista dos benefícios desse polifenol no organismo dos seres humanos: ele diminui o risco de desenvolvimento do diabetes tipo 2.

      O flavonoide é encontrado em grande quantidade nas frutas vermelhas, ervas, chocolates e vinhos tintos. De acordo com o estudo da Universidade de East Anglia, UEA, e do King`s College de Londres, ambos no Reino Unido, o consumo elevado desses alimentos reduz a resistência à insulina e melhora a regulação da glicose no sangue.

          A pesquisa, que foi realizada com duas mil mulheres saudáveis, também descobriu que esses grupos de alimentos reduzem inflamações que, quando crônicas, estão associadas com diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e câncer. “Nossa pesquisa analisou os benefícios de comer certos subgrupos de flavonoides. Focamos as análises nas flavonas – encontradas em ervas, temperos como tomilho e salsa, e alguns legumes como o aipo -, e nas antocianinas – presente em frutas vermelhas, vinhos tintos e chocolates”, afirma Aedin Cassidy, professora da Faculdade de Medicina da UEA que liderou a pesquisa. “Este é um dos primeiros estudos em humanos que analisa a forma como estes compostos bioativos poderosos podem reduzir o risco do diabetes. Estudos laboratoriais demonstraram que estes alimentos modulam a regulação de glicose no sangue, reduzindo o risco de diabetes tipo 2. Mas até agora, pouco sabemos sobre como o consumo habitual pode afetar a resistência à insulina, regular a glicose no sangue e as inflamações em seres humanos”, ressalta ainda a cientista britânica.

Jorge Castro

ESCOLAS DE SAMBA DO RIO EM 2015

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No próximo ano, o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro terá uma disputa acirradíssima, e promete ser um dos melhores carnavais da Marquês de Sapucaí.

Portela, Mangueira e Mocidade prometem por suas reestruturações internas e avanços perceptíveis na plástica e escolha dos sambas e enredos em 2014.

Unidos da Tijuca, pós-Barros, anuncia que escola de samba é trabalho de equipe e que ninguém é insubstituível.

Beija-flor, insatisfeita com sua colocação e ausência no desfile das campeãs, vai provar a todo custo que faz diferença e é sinônimo de presença entre as seis primeiras colocadas.

Vila Isabel, se conseguir passar pelo inferno astral atual, não vai deixar barato, um grande enredo pode fazer diferença.

O salgueiro, vice por um décimo, vem com sede de campeonato engasgado.

União da Ilha… não é brinquedo não. Depois da boa colocação, o sonho pode se tornar realidade, se não errar a mão.

Comendo quieta como mineirinha, Grande Rio se prepara e aproxima cada vez mais do título.

Não podemos esquecer o retorno da Viradouro. Se Fernanda for o enredo, quem viver verá. Lembram de Dercy? Abriu as cortinas para consolidação da escola no Grupo Especial.

Apesar de todas estas observações, os componentes dessas escolas estão com o grito de campeã no gogó, e são os personagens principais deste emaranhado carnavalesco.

Jorge Castro

ABANDONO DE IDOSO É CRIME E DÁ CADEIA

old-people-735910-m      Alguns filhos sobrecarregam um irmão no que diz respeito aos cuidados com a mãe idosa, o que, Além de ser desumano é crime. Afirmar que quem tem obrigação de cuidar da mãe é a irmã viúva ou mais velha é fugir da responsabilidade. Afinal, os outros irmãos não nasceram de cegonhas. Alguns filhos são tão inúteis e incompreensivos que sequer perguntam se a mãe está precisando de um remédio, mesmo que não esteja.

      E quanto aos netos, sem comentários! Colocam seus problemas pessoais como prioridade e pensam, em sua imensa redoma de ignorância, que quando o outro neto não tem, supostamente, mulher e filhos é o único responsável e tem todas as obrigações. É bom lembrar que os ciclos no mundo sempre se repetem, mesmo que alternadamente. Sendo bem objetivo: aparecer em festas é fácil – e acrescento – quando o idoso morrer não precisa aparecer para carregar a alça do caixão ou marcar presença, pode ficar em casa com seus problemas pessoais e suas doenças inimagináveis. Problemas todos têm, nós é que fazemos deles grandes ou pequenos. Algumas pessoas deveriam se informar: abandono de incapaz é crime e dá cadeia. Não gostou? Então, comece a exercer o seu papel com dignidade e hombridade. Este fato é muito comum em famílias onde o idoso não possui bens ou uma situação financeira estável para um bom testamento.

Jorge Castro

VIOLÊNCIA ATOLA O PAÍS

   revolver-704729-m  “Art..35. É proibida a comercialização de armas de fogo e munição em todo território nacional, salvo para entidades previstas no art.60 desta lei.” Em 2005, ocorreu o primeiro referendo na história do país onde dois grupos distintos se confrontaram durante a campanha: o grupo da “Frente por um Brasil sem Armas”, a favor do “sim” e o grupo da “Frente pelo Direito da Legítima Defesa”, a favor do “não”. Os dois grupos trabalharam incessantemente, em defesa das suas ideias e convicções políticas. E, mais uma vez, como já é de praxe no país, os artistas se engajaram nas campanhas publicitárias. A participação da classe artística a favor da campanha do “sim” seria uma unanimidade, se o apresentador Jô soares não declarasse, em seu programa, apoio a campanha do “não”. Posicionamentos a parte, as campanhas seguiram com números, dados e informações distorcidas. Apelos emotivos e retóricas patéticas comandaram o quadro publicitário e jornalístico dos dois grupos. A todo custo, tentaram convencer a população a trocar o domingo de sol pela cabine de votação.

     Diariamente, no horário de propaganda gratuita, a campanha do “sim” exibia atrizes famosas expressando de forma dramática, a seguinte pergunta: “Que direitos poucos têm de possuir uma arma, enquanto muitos têm direito à vida?”, levando ao pressuposto de que, quem tem uma arma é assassino. Ora, a palavra direito e o seu exercício pleno devem ser estendidos a todos de uma sociedade democrática, independente dos segmentos ideológicos individuais. Portanto, o cidadão possui o direito de optar pela compra ou não de uma arma, seguindo os seus princípios morais e éticos. Cabendo aos que se posicionam contrários a esta atitude, argumentarem baseados em informações e fatos concretos. É bom lembrar que, quando um cidadão age em legítima defesa, ele está exercendo o seu direito à vida. Em outra veiculação da campanha do “sim”, era apresentado, impetuosamente, para justificar o avanço da violência no país, os seguintes argumentos: aumento do desemprego, falta de investimento na área social e de segurança e baixos salários.

     Quanto aos argumentos expostos, eles seriam mais apropriados à campanha do “não”. Um profissional desempregado, pai de família, não recorre a uma arma de fogo para obter recursos. De acordo com as pesquisas anuais divulgadas pelo IBGE, os que se encontram nesta situação apelam para o trabalho informal, o que é comprovado pelo registro do aumento desordenado desse tipo de economia no país até os dias atuais. Quanto à falta de investimentos no setor da segurança, realmente, é visível e vergonhosa, haja vista os constantes casos de violência no país. Mas, uma proposta alternativa, por exemplo, poderia ter sido encaminhada do Executivo ao Legislativo, ou vice-versa, reordenando para esta área a verba pública que foi destinada a este referendo.

     De acordo com as fontes oficiais do governo federal, a época do referendo, 140 milhões de reais eram investidos anualmente em segurança pública, enquanto a campanha do referendo gastou 600 milhões de reais em apenas um mês. Isto significa dizer que, em trinta dias foram gastos 4,3 vezes mais recursos para a realização de um referendo do que se investia anualmente no setor de segurança. O redirecionamento desta verba poderia ter sido aplicado no acréscimo do efetivo militar das fronteiras, na construção de habitações para os policiais ou em centros educacionais que funcionassem em horário integral, associados às escolas de esportes dos grandes desportistas que recebem verbas do governo federal para manter suas instituições. A incapacidade do poder público de gerenciar e fiscalizar as verbas destinadas aos investimentos sociais, não justifica a proibição da comercialização das armas de fogo. O que leva uma minoria aos caminhos tortuosos do crime é a miserabilidade instalada no país, pela falta de investimentos em projetos educacionais e criação de oportunidades de emprego.

     Muitas declarações, fotos e reportagens de mães, filhos e parentes próximos de vitimas da violência urbana foram apresentadas diariamente em todos os meios de comunicação. A campanha do “sim” apelou para emoção e evitou analisar as situações cientificamente. Com o devido respeito aos que sofreram e ainda sofrem com a perda irreparável dos seus entes queridos, as decisões devem ser tomadas e os fatos devem ser apurados racionalmente. Os princípios morais da sociedade devem ser definidos eticamente e não de forma patética. A campanha do “sim”, ao apresentar uma reportagem sobre um crime ocorrido em são Paulo, em meados de 2003, cometeu um erro de argumentação. Um jovem negro, estudante de odontologia, foi confundido com um bandido e assassinado por um policial militar. O autor do crime para livrar-se da responsabilidade do ato que cometera, colocou em uma das mãos da vitima, uma arma não oficial, com o objetivo de incriminá-la. Felizmente, um cinegrafista amador registrou toda ação e o assassino foi julgado e condenado. A campanha do sim associou o episodio ao comércio de armas.

     Ora, o que deveria ter sido discutido eram a índole e o caráter de um homem que se abrigou atrás de uma farda da corporação militar para praticar um crime. O sujeito em questão cometeria tal desatino independente de ser policial. Pois, a formação moral deste indivíduo não condizia com os princípios morais e éticos, tanto da instituição militar quanto da sociedade brasileira, o que o levaria a cometer o crime em quaisquer circunstâncias.

     Hoje, vivenciamos todos os dias cenas de horror com crianças sendo arrastadas pelo lado de fora do carro, sendo assassinadas na frente de Fóruns, estudantes e trabalhadores morrendo sem reagir aos assaltos, filhos que matam os pais, e inúmeros outros casos que servem de recheio aos programas vespertinos de rádio e TV. Trocando em miúdos, cada dia fica pior que o anterior, se morre e se mata por absolutamente nada. A pergunta que fica é: além do referendo realizado sobre a proibição ou não da comercialização das armas, há oito anos, quais foram as ações concretas tomadas pelos poderes da República do Revólver Brasil?

Jorge Castro

EMPREGOS

Analista de benefícios
Hope RH – Rio de Janeiro, RJ
Requisitos:

  • Ensino superior completo;
  • Experiência focada com administração de benefícios;

Atividades:
Administração de benefícios em geral.

Local de trabalho: Engenho novo – RJ.

Vaga extensiva para pessoas com deficiência.
Hope RH – há 1 dia – salvar vaga – bloquear

Analista Ambiental (Temporário – Licença Maternidade)
Hope RH – Rio de Janeiro, RJ
Responsabilidades:

  • Monitoramento ambiental da biota;
  • Manejo e resgate de fauna;
  • Monitoramento epidemiológico e demais assuntos de saúde;
  • Monitoramento de ecossistema marinho, fluvial e manguezais.

Requisitos:

  • Formação Acadêmica: Ciências Biológicas
  • Experiência na área ambiental
  • Conhecimento nos seguintes temas: Monitoramento Ambiental; Fauna; Flora; Ecossistemas Marinhos; Recursos Hídricos, Manguezais.

Remuneração: R$6.074,04 + Assistência médica e odontológica Amil (extensiva a dependentes com coparticipação) + VT + VR (R$14,00) + Seguro de vida em grupo

Obs.: Oportunidade Temporária – Licença Maternidade.

Horário: 08:00h às 17:48h de segunda a sexta

Local: Centro/RJ
Hope RH – há 1 dia – salvar vaga – bloquear

ESPECIALISTAS DIVIDEM PESSOAS EM GRUPOS

images (2) Segundo especialistas da empresa Hicon Consultoria, peritos em gerenciamento comportamental,  os seres humanos são divididos, basicamente, em quatro grupos: dominante, influente, estabilidade e cautela. Além disso, estes grupos possuem características motivadoras, evitam ou temem alguns assuntos e ações e utilizam, sucessivamente, alguns dons naturais pertinentes a sua personalidade e caráter.

     Seguindo a análise desses grupos, os indivíduos considerados dominantes se satisfazem em obter resultados corretos, adoram estar no comando das situações, têm o dom de fazer abordagens rápidas, admiram o progresso pessoal e são movidos a riscos e mudanças constantes. Os integrantes deste grupo evitam ao máximo a perda do  controle, a demostração da fragilidade, acreditam que a monotonia pode levar a depressão e, principalmente, não suportam ser passados para trás. Os dominantes usam, excessivamente, a manipulação de pessoas e situações em benefício próprio, buscam sempre novos desafios e promovem mudanças constantes.

     Já os influentes não são muito adeptos dos detalhes e trabalham com muita alegria, o que facilita a interação com os outros. Lidam muito bem com os sentimentos alheios. Por outro lado, detestam levar a culpa, ter sua imagem afetada e perder o afeto dos companheiros. Possuem picos de explosões emocionais, adoram reuniões, debates, brincadeiras e não passam sem a verbalização dos seus sentimentos.

     Os indivíduos classificados no grupo da estabilidade são previsíveis em ambientes serenos e  altamente cooperativos, desde de que, cada um faça sua parte no ambiente de trabalho. Os estáveis temem confusões, instabilidade, turbulência, confrontos, expectativas e padrões sem muita clareza. Para satisfazer os outros, são capazes de ocultar suas insatisfações e usam excessivamente a modéstia e a tolerância.

     Finalmente, o grupo dos cautelosos. São elementos absolutamente exatos, analistas, precisos e impessoais. Suas abordagens são lógicas que seguem um alto padrão de desempenho. Consequentemente, este grupo se irrita facilmente com as críticas e não gosta de improvisações, além de  temerem emitir opiniões que podem ser questionadas, lidar com sentimentos e emoções não é o  forte deste grupo.

     Evidentemente, todos temos um pouco de cada grupo. O comportamento diário e as análises que fazemos de nós mesmos é que nos levam a possuir características predominantes de um determinado grupo. O mais importante é que temos a capacidade de raciocínio, o que nos permite mudar  comportamentos e atitudes, de acordo com as necessidades, seja em casa, no trabalho ou no simples convívio com amigos.

Jorge Castro

O PODER DA MÍDIA NO COTIDIANO

 

    multimedia-iconset-2-1118779-m Depois da prensa de Gutenberg, o aparecimento do telégrafo, o surgimento da fotografia, a captação de imagens em repouso, transformando-as em movimento, a introdução das cores, e o início da cinematografia, a chegada do rádio e a era da televisão aproximaram sociedades, educaram, ensinaram conceitos, buscaram entendimentos e soluções, nem sempre compreendidas pelo homem – e há quem diga que a mídia é responsável pela difusão das necessidades, desejos e sentimentos de uma sociedade, independente da forma e sistema de governo dominante no país. Poderes se fortaleceram ou se enfraqueceram, tragédias foram mostradas e competições foram valorizadas. Num passado, não tão remoto, guerras foram transmitidas ao vivo e opiniões foram dividas entre o ocidente e o oriente. Prédios foram vistos despencando como pedaços de papéis ao vento, negros e mulheres foram conduzidos ao poder, assassinos em massa foram executados e admiradores têm o privilégio de assistir Elis Regina como se ela estivesse viva.

      Com o advento do telefone, o homem passou a ser o responsável pleno por suas transmissões e recepções, deixando de lado os intermediários técnicos utilizados pelo telégrafo. Com o fonógrafo, a captação e reprodução dos sons e a transformação da imagem estática em movimento, com a inserção do cinema, o homem que era mediador, tanto na reprodução de sons como na reprodução de imagens, deixou de ser técnico para ser emissor e receptor, e para isso, precisou estar atualizado, envolvido com o mundo. E, mais do que nunca, necessitou de suas aptidões para criação de conteúdos que alcancem, cada vez mais, um número maior de expectadores e ouvintes.

     O avanço tecnológico favoreceu a democratização das informações ou manipulou e restringiu o seu acesso. A Alemanha nazista soube como ninguém utilizar os meios de comunicação para difundir ideias e ideais de Hitler por meio da propaganda política. No Brasil, a tecnologia ajudou a redemocratização do país e a acessibilidade da informação pela população. Os americanos perceberam que a produção de entretenimento viabilizava a difusão do capitalismo em detrimento do comunismo. Após a grande crise americana de 1929 e a invasão sofrida em seu território pelos japoneses na Segunda  Guerra, a tecnologia midiática foi fundamental na difusão do espírito patriótico americano, visto até os dias de hoje – particularmente, invejo esta virtude. Gostaria muito que nós, brasileiros, tivéssemos esta particularidade. Os americanos descobriram que a criação de personagens defensores dos fracos e explorados poderia ser disseminada pelo mundo e utilizada como contrapropaganda aos estilos de governos não democráticos – segundo a visão americana.

     Assim, a indústria cinematográfica, produtora de bens culturais, iniciou a americanização do mundo. Heróis, ídolos, filmes, comidas e costumes foram assimilados pelo mundo moderno até os dias de hoje, transformando seus valores em valores universais de consumo. Esta máquina que difunde o capitalismo e o modo de vida americano no mundo é tão avassaladora e autossuficiente que é capaz de construir ou destruir retóricas que podem neutralizar quaisquer contradições.

Acreditando no efeito da realidade, quando a mídia planta uma ideia, e nas novas políticas de comunicação, renovando assim o imaginário coletivo e ampliando o horizonte do conhecimento, desejo que a arte seja conhecida pelo prazer da arte: viva o carnaval brasileiro, a maior manifestação cultural do país admirada pelo mundo!

Jorge Castro

VIOLÊNCIA ANUNCIADA É CONCESSÃO DO ESTADO

     crosses-2-541006-mO menino Caio da Silva, de oito anos, morador de Bangu, é mais uma cruz na cruel lista de inocentes mortos em confrontos com bandidos no Rio de Janeiro. Além dele, um policial também foi morto com a invasão ao fórum do bairro para o resgate de presos que estavam prestando depoimento em nome do princípio constitucional da ampla defesa. O fato causa revolta e indignação na população da cidade e apoio total e irrestrito dos formadores de opinião e seus suportes de trabalho.

     Hoje, procuramos resposta à pergunta que toda sociedade brasileira persiste em fazer – Até quando? – a humanidade sofreu um avanço tecnológico ímpar nos últimos 200 anos, e em particular, nos últimos 20 anos possuímos soluções para quase tudo. Entretanto, os fantásticos recursos inventados não são utilizados a favor da população. Para que servem os equipamentos eletrônicos que objetivam a diminuição do tempo de resposta das instituições públicas e privadas? Afinal, não votamos e apuramos nossas eleições com uma rapidez infalível e inquestionável?

     O Poder público, seja ele o Tribunal de Justiça ou a Secretaria de Segurança, pode e deve gerar mecanismos preventivos em favor dos interesses coletivos de quem os sustenta e rasgar todos os conceitos de defesa dos opositores à sociedade civil justa, humana e democrática. Estas instituições que detêm o monopólio da repressão e da violência e dominam as forças policiais, assim como controlam os grupos burocráticos do aparelho estatal e aplicam as leis têm a obrigação ética e moral de manter a disciplina, custe o que custar.

     Dessa forma, talvez, nós brasileiros passemos a acreditar no momento histórico e utópico – não fantasioso – em que os poderes coexistentes no país trabalham em função do exercício da cidadania dos oprimidos, injustiçados e mortos em nossa guerra civil. Caso contrário, o poder público corre o risco dos indivíduos restantes terem um insight coletivo e saírem do imobilismo, vislumbrando possibilidades concretas de um futuro do presente digno para si mesmos e sua coletividade, construindo um novo Estado sem anarquias.

Jorge Castro

DECLARAÇÃO DE VEREADOR DO PT do B É CRIME

safe_image     A eleição é uma avaliação qualitativa onde elegemos representantes para assumir cargos públicos. Assim, afirmamos que eles são os mais bem preparados entre todos, de acordo com os nossos pré-conceitos. Então o que dizer do representante do povo, eleito pelo povo, para exercer o seu mandato em nome do povo,  José Paulo Carvalho de Oliveira. O ilustre vereador da cidade de piraí, rio de janeiro, eleito em 2012 com 322 votos para exercer seu primeiro mandato.declarou o seguinte, durante a sessão extraordinária no plenário da câmara de vereadores:  “mendigo não tem que votar. Mendigo não faz nada na vida. Ele não tem que tomar atitude nenhuma. Aliás, eu acho que deveria até virar ração para peixe”. De acordo com o delegado titular da  94ª Delegacia de Polícia, de Piraí, que instaurou inquérito, a declaração dada no dia 8 de outubro, durante a discussão sobre os 25 anos da constituição federal, é considerada apologia ao crime e o parlamentar  pode responder processo, além, é claro, de perder o mandato por falta de decoro.

REFORMA POLÍTICA BRASILEIRA É MUITO SIMPLES

1-Voto facultativo.
2-Direitos dos políticos iguais aos de todos os trabalhadores (aposentadoria pelo INSS, igual a de todos os trabalhadores brasileiros, um mês de férias, descontos das faltas em contracheque).
3-Campanha política financiada apenas pelo Estado. Fica vedado o uso de contribuição empresarial.
4-Unificação das eleições ( reduzindo assim os custos e o aparecimento de oportunistas que se lançam em uma para se projetarem na próxima).
5-Mandato de 5 anos sem reeleição para todos os cargos.

POLÍTICOS DA SITUAÇÃO ESTÃO COM AS BARBAS DE MOLHO

coringa-na-poltrona-resina-04910-01     Dilma, Eduardo Paes, Sérgio Cabral, Geraldo Alckmin e Fernando Haddad estão com cerca de 30% de aprovação popular, segundo os institutos de pesquisa. Se não começarem a agir a favor do povo vão ter que rebolar muito em 2014, e mesmo assim, correm o rico da zerésima. E por falar em políticos, por onde anda o ex-presidente Lula? Até Fernando Henrique se posicionou. E ainda, ridículo o oportunismo do PPS na propaganda eleitoral gratuita. Ontem era PT, hoje DEM e PSDB. No popular, qual é a tua Freire? Pesquisas indicam liderança de Garotinho como novo inquilino do Palácio Guanabara.

QUEM É O GOVERNADOR DO RIO DE JANEIRO?

brasil_mask_gd     A um ano das eleições,  a  propaganda eleitoral está descarada. Pelo menos, é o que vemos no Rio de Janeiro. O vice-governador Pezão, candidato ao governo do Rio, para ganhar notoriedade e visibilidade, atendeu grupo de manifestantes da Rocinha no Palácio Guanabara. Vale lembrar que quem declarou que iria receber o grupo, em entrevista coletiva, foi o senhor sérgio cabral, pelo que me consta , ainda governador. Ainda não conseguiram aprender que o povo não é massa de manobra política! Tenho dito! Em tempo: Os cidadãos fluminenses almejam segurança padrão FIFA para o Rio de Janeiro em agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro. Pelo que percebo, o governador Sérgio Cabral passou o bastão para o Pezão do vice. Enfrentar trabalhador, aposentado e estudante é fácil, os fluminenses querem uma polícia enfrentando traficante, ladrão e político corrupto.

MANIPULAÇÕES MIDIÁTICAS E EDIÇÕES DE REPORTAGENS

396px-Bandeiras06052007     Um milhão nas ruas e o restante com a esperança no coração. Nosso verde e amarelo quer saúde, salários justos, corruptos na cadeia, governantes honestos, aposentados e pensionistas vivendo dignamente, crianças nas escolas. Parabéns brasileirinhos, jovens, idosos, professores, policiais, jornalistas mulheres, homens, brancos, índios, negros…,somos uma nação superior a muitas,aqui acaba o complexo de vira-latas. Cuidado com o que querem que você acredite. Demorou um pouquinho mas aconteceu de novo. Já vimos este filme no debate do collor com o lula em 1989. Cuidado com a extrema direita conservadora que normalmente coloca bombas no Riocentro ou planejam explodir o Gasômetro. Povo brasileiro, as manifestações violentas e depredações só interessam a um grupo político, pense. Nossa presidente chegou ao poder pelo voto direto e legítimo, ela tem que cumprir seu mandato até o final, qualquer manifestação contrária é golpe. Como tudo no Brasil acaba em samba, este maravilhoso samba-enredo do Império Serrano é bem apropriado aos movimentos políticos atuais.

O povo diz amém
É porque tem
Um ser de luz a iluminar
O moderno Dom Quixote
Com mente forte vem nos guiar
Um filho do verde esperança
Não foge à luta, vem lutar
Então verás um dia
O cidadão e a real cidadania

Quero ter a minha terra, ô ô ô
Meu pedacinho de chão, meu quinhão
Isso nunca foi segredo
Quem é pobre tá com fome
Quem é rico tá com medo (bis)

Vou dizer…
Quem tem muito, quer ter mais
Tanto faz se estragar
Joga no lixo, tem bugica p’ra catar
Senhor, despertai a consciência
É preciso igualdade
O ser humano tem que ter dignidade
Morte em vida, triste sina
Pra gente chega de viver a Severina
Junte um sorriso meu, um abraço teu
Vamos temperar
Uma porção de fé, sei que vai dar pé
Não vai desandar
Amasse o que é ruim, e a massa enfim
Vai se libertar
Sirva um prato cheio de amor
Pro Brasil se alimentar

Eu me embalei p’ra te embalar
No balancê, balancear
Vem na folia
Chegou a hora de mudar
O meu Império vem cobrar democracia

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A HISTÓRIA DO RÁDIO

DESFILES DAS ESCOLAS DE SAMBA E A COMUNICAÇÃO, A INTEGRAÇÃO ENTRE O HOMEM E A CULTURA

O desfile das escolas de samba é a representação das informações estéticas da comunicação visual. O emissor, autor do enredo, transforma pensamentos e ideias em signos de analogia, associação e simbolismo que são transmitidos ao público e julgados de acordo com a clareza da mensagem.

Além do desenvolvimento de um bom trabalho de fantasias e barracão, a integração da escola com a comunidade, o comércio local, e a realização de eventos objetivando atrair diversos públicos de outros pontos da cidade, são fatores essenciais para alcançar a realização de um trabalho de excelência. A concretização deste objetivo é diretamente ligada ao apoio de patrocinadores, pois os recursos obtidos pela escola e disponibilizados pelo poder público ficam aquém da efetiva concretização de um desfile competitivo.

A apresentação de um desfile competitivo, além de depender da elaboração e execução plena de vários segmentos internos da escola de samba, necessita, paralelamente, do desenvolvimento de serviços de infraestrutura realizados por profissionais especializados, da compra de materiais específicos e de serviços de divulgação.

O desenvolvimento do enredo não precisa, necessariamente, atentar para uma ordem cronológica dos fatos, e sim, para de forma objetiva e de fácil entendimento didático, permitir ao público, aprender ou relembrar os diversos conceitos sobre temas, histórias ou abordagens criativas elaboradas pelos carnavalescos ou autores de enredo.

Para que os desfiles alcancem a plenitude do sucesso, eles necessitam dos meios de comunicação. Eles são as formas que os seres humanos desenvolveram para transmitir suas mensagens. Em um meio, o mesmo código é utilizado tanto para o transmissor como para o receptor, possibilitando o entendimento destes sinais que são transmitidos ao longo do desfile das escolas.

Com a evolução das civilizações, os gestos não foram suficientes para o sistema de comunicação entre os homens. Com o passar do tempo, múltiplos segmentos desenvolveram o aparelho fonador, e, mais recentemente, o sistema de escrita, facilitando o acúmulo de conhecimentos e a passagem da história, de geração em geração.

A partir do complexo gestual oral, a humanidade chegou aos primeiros exemplares da escrita, os chamados símbolos pictográficos, úteis nas atividades contábeis. Da pictografia, escrita na pedra, originou-se o ideograma, escrita da ideia iconicamente, surgindo em seguida, o modo silábico de transmissão de informações simbolicamente. Assim, desenvolveu-se a fonética que atualmente utiliza o modo alfabético de escrita que possibilita a emissão de cartas postais e documentos históricos. Entretanto, o homem também possui a possibilidade de se comunicar por meio das imagens.

Sendo assim, o desenvolvimento do enredo é a integração entre as diversas formas de comunicação que os desfiles apresentam. O público pode tomar conhecimento das variadas concepções - formas de entendimento dos carnavalescos - suas ascendências, seus papéis como instrumentos educacionais e de transmissores de mensagem.

Portanto, além de ajudarem a desenvolver o raciocínio humano e despertar o desejo pelo desconhecido, os desfiles são de suma importância no cenário do desenvolvimento de fontes de informações para o povo brasileiro que tem no carnaval do Rio de Janeiro, a oportunidade do avanço cultural.

A participação dos integrantes da escola de samba no processo de elaboração do projeto de carnaval e na organização de eventos sociais e culturais, em conjunto com uma assessoria de imprensa integrada aos meios de comunicação, avaliza um retorno substancial ao desfile da escola de samba, aos patrocinadores e colaboradores.

Gerar fontes de conhecimento, informação, cultura e lazer, paralelamente às funções desempenhadas pelos funcionários, fornecedores e frequentadores das agremiações, ratifica a contribuição do empresariado nacional no contexto social do país.

Transmitir cultura ao longo de uma apresentação e instituir núcleos de trabalho de apoio, promovendo a qualificação profissional dos integrantes da comunidade, consolida a imagem do patrocinador diante da sociedade como um contribuinte gerador de oportunidades e preservador da cultura popular. A parceria, agremiação e patrocinador, proporciona um considerável retorno financeiro e midiático à corporação envolvida. A participação do patrocinador pode ser estendida a todas as etapas preparativas do desfile, desde que os princípios éticos e as regras pré-determinadas sejam discutidos e respeitados. E assim, a cada ano, os desfiles se aprimoram, efeitos especias são criados, mentes se dedicam exclusivamente aos preparativos do carnaval e transformam os desfiles das escolas de samba no maior espetáculo da Terra.
Jorge Castro

FRASES & REFLEXÕES

“De tanto ver crescer a injustiça, de
tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus, o homem chega a rir-se da
honra, desanimar-se de justiça e ter vergonha de ser honesto”.
(Rui Barbosa)

"Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre, mesmo que não tenham nada em comum, somente compartilhar as mesmas recordações".
(Vinícius de Moraes)

"Para conseguir a amizade de uma pessoa digna é preciso desenvolvermos em nós mesmos as qualidades que naquela admiramos".
(Socrates)

"É verdade que se mente com a boca; mas a careta que se faz ao mesmo tempo diz, apesar de tudo, a verdade".
(Nietzsche)

"Ainda que fôssemos surdos e mudos como uma pedra, a nossa própria passividade seria uma forma de ação".
(Sartre)

"Melhor é a abstinência do que sexo com a pessoa errada. Aquilo que começar errado dificilmente terminará certo, mas o que começar certo terá as estatísticas a seu favor".
(Thomas Jefferson)

"Eu temo pela minha espécie quando penso que Deus é justo"
(Thomas Jefferson)

"Do materialismo ao espiritualismo é uma simples questão de esperar esgotarem-se os limites do primeiro".
(Raul Seixas)

"Não é que eu tenha medo de morrer. É que eu não quero estar lá na hora que isso acontecer".
(Woody Allen)

"A verdadeira felicidade se completa quando sabemos quem somos, pois ela habita em nós. Devemos sempre estar de olhos abertos pois sempre alguem nos afastará deste objetivo".
(Tim Maia)

"Uma ideia é um ponto de partida e nada mais. Logo que se começa a elaborá-la, é transformada pelo pensamento".
(Pablo Picasso)

"Ninguém é suficientemente competente para governar outra pessoa sem o seu consentimento."
(Abraham Lincoln)

"É melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é um idiota do que falar e acabar com a dúvida".
(Abraham Lincoln)

"Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder".
(Abraham Lincoln)

"Persistir na raiva é como apanhar um pedaço de carvão quente com a intenção de o atirar em alguém. É sempre quem levanta a pedra que se queima".
(Buda)

"Um falso amigo é mais temível que um animal sevagem;o animal pode ferir o seu corpo,mas um falso amigo irá ferir sua alma".
(Buda)

"Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo".
(Buda)

"A felicidade não se resume na ausência de problemas, mas sim na sua capacidade de lidar com eles".
(Einstein)

"A ciência sem a religião é aleijada; a religião sem a ciência é cega".
(Einstein)

"Mesmo desacreditado e ignorado por todos, não posso desistir, pois pra mim, vencer é nunca desistir".
(Einstein)

"É muito melhor perceber um defeito em si mesmo, do que dezenas no outro, pois o seu defeito você pode mudar".
(Dalai Lama)

"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver".
(Dalai Lama)

"Cultivar estados mentais positivos como a generosidade e a compaixao decididamente conduz a melhor saude mental e a felicidade".
(Dalai Lama)

"Os homens semeiam na terra o que colherão na vida espiritual: os frutos da sua coragem ou da sua fraqueza".
(Edgar Allan Poe)

"Nenhum homem que tenha vivido conhece mais sobre a vida depois da morte que eu ou você. Toda religião simplesmente desenvolveu-se com base no medo, ganância, imaginação e poesia".
(Edgar Allan Poe)

"Ao se tirar um alicerce defeituoso de um edifício, devemos primeiro colocar um bom suporte para que todo o prédio não caia".
(Edgar Allan Poe)

"Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente".
(Clarice Lispector)

"Passei a vida tentando corrigir os erros que cometi na minha ânsia de acertar".
(Clarice Lispector)

"O moralista é como um sinal de trânsito que indica para onde se pode ir para uma cidade, mas não vai".
(Charles Darwin)

"O assunto mais importante do mundo pode ser simplificado até ao ponto em que todos possam apreciá-lo e compreendê-lo. Isso é - ou deveria ser - a mais elevada forma de arte".
(Charles Darwin)

"Há livros escritos para evitar espaços vazios na estante".(Carlos Drummond de Andrade)

"Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata...".
(Carlos Drummond de Andrade)

"Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor... Magoar alguém é terrível!".
(Chico Buarque)

"Você domina as palavras não ditas, porém está subordinado aquelas que pronunciou!".
(Chico Buarque)

"Todo efeito tem uma causa. Todo efeito inteligente tem uma causa inteligente. O poder da causa inteligente está na razão da grandeza do efeito".
(Allan Kardec)

"O homem é assim o árbitro constante de sua própria sorte. Ele pode aliviar o seu suplício ou prolongá-lo indefinidamente. Sua felicidade ou sua desgraça dependem da sua vontade de fazer o bem".
(Allan Kardec)

O ÚLTIMO DISCURSO

Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu
ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de
ajudar – se possível – judeus, o gentio... negros... brancos.
Todos nós desejamos ajudar
uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do
próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns
aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode
prover a todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser
o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens...
levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de
ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos
sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos
deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa
inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência,
precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e
tudo será perdido.
A aviação e o rádio
aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo
eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de
todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo
mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas
de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem
ouvir eu digo: “Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais
do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço
do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e
o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem
homens, a liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos
entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que
arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os
vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma
alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como
bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade
em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se
fazem amar e os inumanos!
Soldados! Não batalheis
pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas
está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou
grupo de homens, ms dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder –
o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o
poder de tornar esta vida livre e bela... de faze-la uma aventura maravilhosa.
Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós.
Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de
trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais
coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que
prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo.
Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à
ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em
que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome
da democracia, unamo-nos!
Hannah, estás me ouvindo?
Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens
que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo
novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da
brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa
a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah!
Ergue os olhos!

Charles Chaplin

MANIFESTO ANTROPÓFAGO

Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.

Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz.

Tupi, or not tupi that is the question.

Contra todas as catequeses. E contra a mãe dos Gracos.

Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.

Estamos fatigados de todos os maridos católicos suspeitosos postos em drama. Freud acabou com o enigma mulher e com outros sustos da psicologia impressa.

O que atropelava a verdade era a roupa, o impermeável entre o mundo interior e o mundo exterior. A reação contra o homem vestido. O cinema americano informará.

Filhos do sol, mãe dos viventes. Encontrados e amados ferozmente, com toda a hipocrisia da saudade, pelos imigrados, pelos traficados e pelos touristes. No país da cobra grande.

Foi porque nunca tivemos gramáticas, nem coleções de velhos vegetais. E nunca soubemos o que era urbano, suburbano, fronteiriço e continental. Preguiçosos no mapa-múndi do Brasil.

Uma consciência participante, uma rítmica religiosa.

Contra todos os importadores de consciência enlatada. A existência palpável da vida. E a mentalidade pré-lógica para o Sr. Lévy-Bruhl estudar.

Queremos a Revolução Caraiba. Maior que a Revolução Francesa. A unificação de todas as revoltas eficazes na direção do homem. Sem n6s a Europa não teria sequer a sua pobre declaração dos direitos do homem.

A idade de ouro anunciada pela América. A idade de ouro. E todas as girls.

Filiação. O contato com o Brasil Caraíba. Ori Villegaignon print terre. Montaig-ne. O homem natural. Rousseau. Da Revolução Francesa ao Romantismo, à Revolução Bolchevista, à Revolução Surrealista e ao bárbaro tecnizado de Keyserling. Caminhamos..

Nunca fomos catequizados. Vivemos através de um direito sonâmbulo. Fizemos Cristo nascer na Bahia. Ou em Belém do Pará.

Mas nunca admitimos o nascimento da lógica entre nós.

Contra o Padre Vieira. Autor do nosso primeiro empréstimo, para ganhar comissão. O rei-analfabeto dissera-lhe : ponha isso no papel mas sem muita lábia. Fez-se o empréstimo. Gravou-se o açúcar brasileiro. Vieira deixou o dinheiro em Portugal e nos trouxe a lábia.

O espírito recusa-se a conceber o espírito sem o corpo. O antropomorfismo. Necessidade da vacina antropofágica. Para o equilíbrio contra as religiões de meridiano. E as inquisições exteriores.

Só podemos atender ao mundo orecular.

Tínhamos a justiça codificação da vingança. A ciência codificação da Magia. Antropofagia. A transformação permanente do Tabu em totem.

Contra o mundo reversível e as idéias objetivadas. Cadaverizadas. O stop do pensamento que é dinâmico. O indivíduo vitima do sistema. Fonte das injustiças clássicas. Das injustiças românticas. E o esquecimento das conquistas interiores.

Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros.

O instinto Caraíba.

Morte e vida das hipóteses. Da equação eu parte do Cosmos ao axioma Cosmos parte do eu. Subsistência. Conhecimento. Antropofagia.

Contra as elites vegetais. Em comunicação com o solo.

Nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de senador do Império. Fingindo de Pitt. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos portugueses.

Já tínhamos o comunismo. Já tínhamos a língua surrealista. A idade de ouro.

Catiti Catiti

Imara Notiá

Notiá Imara

Ipeju*

A magia e a vida. Tínhamos a relação e a distribuição dos bens físicos, dos bens morais, dos bens dignários. E sabíamos transpor o mistério e a morte com o auxílio de algumas formas gramaticais.

Perguntei a um homem o que era o Direito. Ele me respondeu que era a garantia do exercício da possibilidade. Esse homem chamava-se Galli Mathias. Comia.

Só não há determinismo onde há mistério. Mas que temos nós com isso?

Contra as histórias do homem que começam no Cabo Finisterra. O mundo não datado. Não rubricado. Sem Napoleão. Sem César.

A fixação do progresso por meio de catálogos e aparelhos de televisão. Só a maquinaria. E os transfusores de sangue.

Contra as sublimações antagônicas. Trazidas nas caravelas.

Contra a verdade dos povos missionários, definida pela sagacidade de um antropófago, o Visconde de Cairu: – É mentira muitas vezes repetida.

Mas não foram cruzados que vieram. Foram fugitivos de uma civilização que estamos comendo, porque somos fortes e vingativos como o Jabuti.

Se Deus é a consciênda do Universo Incriado, Guaraci é a mãe dos viventes. Jaci é a mãe dos vegetais.

Não tivemos especulação. Mas tínhamos adivinhação. Tínhamos Política que é a ciência da distribuição. E um sistema social-planetário.

As migrações. A fuga dos estados tediosos. Contra as escleroses urbanas. Contra os Conservatórios e o tédio especulativo.

De William James e Voronoff. A transfiguração do Tabu em totem. Antropofagia.

O pater famílias e a criação da Moral da Cegonha: Ignorância real das coisas+ fala de imaginação + sentimento de autoridade ante a prole curiosa.

É preciso partir de um profundo ateísmo para se chegar à idéia de Deus. Mas a caraíba não precisava. Porque tinha Guaraci.

O objetivo criado reage com os Anjos da Queda. Depois Moisés divaga. Que temos nós com isso?

Antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade.

Contra o índio de tocheiro. O índio filho de Maria, afilhado de Catarina de Médicis e genro de D. Antônio de Mariz.

A alegria é a prova dos nove.

No matriarcado de Pindorama.

Contra a Memória fonte do costume. A experiência pessoal renovada.

Somos concretistas. As idéias tomam conta, reagem, queimam gente nas praças públicas. Suprimarnos as idéias e as outras paralisias. Pelos roteiros. Acreditar nos sinais, acreditar nos instrumentos e nas estrelas.

Contra Goethe, a mãe dos Gracos, e a Corte de D. João VI.

A alegria é a prova dos nove.

A luta entre o que se chamaria Incriado e a Criatura – ilustrada pela contradição permanente do homem e o seu Tabu. O amor cotidiano e o modusvivendi capitalista. Antropofagia. Absorção do inimigo sacro. Para transformá-lo em totem. A humana aventura. A terrena finalidade. Porém, só as puras elites conseguiram realizar a antropofagia carnal, que traz em si o mais alto sentido da vida e evita todos os males identificados por Freud, males catequistas. O que se dá não é uma sublimação do instinto sexual. É a escala termométrica do instinto antropofágico. De carnal, ele se torna eletivo e cria a amizade. Afetivo, o amor. Especulativo, a ciência. Desvia-se e transfere-se. Chegamos ao aviltamento. A baixa antropofagia aglomerada nos pecados de catecismo – a inveja, a usura, a calúnia, o assassinato. Peste dos chamados povos cultos e cristianizados, é contra ela que estamos agindo. Antropófagos.

Contra Anchieta cantando as onze mil virgens do céu, na terra de Iracema, – o patriarca João Ramalho fundador de São Paulo.

A nossa independência ainda não foi proclamada. Frape típica de D. João VI: – Meu filho, põe essa coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro o faça! Expulsamos a dinastia. É preciso expulsar o espírito bragantino, as ordenações e o rapé de Maria da Fonte.

Contra a realidade social, vestida e opressora, cadastrada por Freud – a realidade sem complexos, sem loucura, sem prostituições e sem penitenciárias do matriarcado de Pindorama.

OSWALD DE ANDRADE Em Piratininga Ano 374 da Deglutição do Bispo Sardinha." (Revista de Antropofagia, Ano 1, No. 1, maio de 1928.)

* "Lua Nova, ó Lua Nova, assopra em Fulano lembranças de mim", in O Selvagem, de Couto Magalhães

Oswald de Andrade alude ironicamente a um episódio da história do Brasil: o naufrágio do navio em que viajava um bispo português, seguido da morte do mesmo bispo, devorado por índios antropófagos.

RECORDAR É VIVER. PROPAGANDA: A ALMA DO NEGÓCIO

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